Fluminense mantém reuniões com investidores da SAF e prevê votação para início do 2º semestre
Uma das principais promessas de campanha do atual presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, o projeto de SAF, apresentado pela gestora de investimentos LZ Sports ao Conselho Deliberativo do clube, em setembro do ano passado, segue caminhando internamente no clube, mesmo que a passos não tão rápidos quanto a torcida imaginava. A diretoria tem mantido reuniões semanais com os investidores para analisar criteriosamente os detalhes da proposta até chegar ao último passo: a votação com os sócios na Assembleia Geral.
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Em um cenário otimista, o Fluminense prevê que a SAF possa ser aprovada por volta de julho deste ano, após a criação das comissões internas e externas. Para que isso aconteça, o clube pretende finalizar o processo de due diligence (diligência prévia e minuciosa) em meados de abril para avançar nas conversas sobre o contrato. Antes disso, já há discussões em uma série de setores como financeiro, jurídico, contábil, com grupos montados tanto pelo clube quanto pelos investidores.
A diretoria tricolor tem até abril para divulgar publicamente o balanço de 2025, mas, na visão do clube, o prazo não é um problema para o avanço da SAF. Isso porque os investidores têm acesso aos últimos relatórios, incluindo o do ano passado, o que já vem sendo conversado entre as partes. Outra questão financeira é o desejo do clube em aumentar a primeira proposta (R$ 6,4 bilhões ao longo de dez anos no futebol). Além de não ser um aporte imediato, esse valor conta com o crescimento na arrecadação de receitas pelo próprio clube nesse período.
Até o momento, existe a previsão de um aporte inicial de R$ 500 milhões, sendo R$ 250 milhões à vista e a outra parcela em até dois anos — com montante ainda não definido para abater parte das dívidas, que somaram R$ 871 milhões ao final de 2024. O investimento anual não é necessariamente de R$ 640 milhões desde o início, uma vez que começaria em torno de R$ 480 milhões e, durante uma década, cresceria gradualmente até atingir uma média próxima do valor total.
Se os acordos não forem cumpridos, uma das penalidades previstas na proposta é a suspensão imediata do recebimento dos dividendos. Nas reuniões com os investidores, o tricolor vem discutindo outras punições para a segurança do planejamento.
