Fluminense blinda futebol e tenta estancar sangria após erro de comunicação em adiamento de clássico com o Flamengo

 

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O Fluminense tenta estancar a sangria depois de novo tropeço na Libertadores com a blindagem do futebol das críticas que se acumularam após o adiamento do jogo contra o Flamengo.

Alvo de protestos da torcida e pivô de um vídeo em que revelou um erro de comunicação do clube na troca do clássico para domingo, o presidente Matheus Montenegro vive momento de desgaste.

Há uma inevitável associação entre a decisão do clube nos bastidores e a falta de resultados contra Flamengo e Independiente Rivadavia.

Por isso, a diretoria do Fluminense se mostra preocupada com os impactos do que o ambiente externo pode causar no dia a dia da equipe de Luís Zubeldía, que não está a perigo no cargo no momento.

Virada de chave surpreende e abala confiança

O técnico, inclusive, após a segunda derrota seguida no Maracanã, nesta quarta-feira, indicou que não entende por que a torcida se virou contra e acredita que há plena capacidade de recuperação.

Fato é que o departamento de futebol vive uma pressão muito maior desde o fim de semana. Mas a avaliação é que não há um impacto direto, ou uma causa de dentro para fora. E sim o contrário.

Internamente, há receio da comissão técnica com o que o externo está causando na confiança dos jogadores. Por isso, a tentativa é de afastar o futebol da pressão externa.

Desabafos mal interpretados

Antes e depois do jogo da Libertadores, o clima pela derrota para o Flamengo levou a declarações de atletas que foram interpretadas como recados para a diretoria.

Contra o Rivadavia, Cannobio se revoltou com a arbitragem e foi orientado a não se manifestar, alegando que poderia ter problemas. A cautela era com punição da Conmebol, não do clube.

Após a derrota para o Flamengo, Samuel Xavier disse que os atletas não foram consultados sobre a troca da data do clássico, mas no CT o clima era tranquilo com a folga perdida no domingo. Houve aviso às lideranças e nenhum questionamento aos dirigentes.

Contexto político pesa

O adiamento não influenciou em treinos nem foi usado como desculpa para a derrota no clássico. Mas inflamou a arquibancada e teve efeitos políticos, com críticas de oponentes de Matheus Montenegro.

O cenário de crise se armou. Mesmo com a divulgação de um vídeo em que faz mea-culpa, o presidente o manteve na íntegra, sem cortar as críticas ao departamento de comunicação pela nota.

Entre atletas e comissão técnica, também não houve associação entre a decisão institucional e os resultados. A derrota no clássico, essa sim, pesou para a queda de produção na sequência.

Justificativas para queda de produção

O argumento é que a perda de Lucho Acosta com 5 minutos prejudicou o planejamento do jogo com o Flamengo. E o resultado aumentou a insatisfação da torcida e a insegurança da equipe.

Depois da derrota para o Rivadavia, o vestiário teve um grupo revoltado com o resultado. Houve debate sobre os erros que não poderiam ser cometidos e um olhar para a recuperação na sequência.

O Fluminense tem o Santos pela frente no domingo e comemora o fato de sair do Rio para tentar um resultado que traga a torcida de volta para a próxima partida em casa, dia 26, contra a Chapecoense.

Fora da zona de classificação da Libertadores após duas rodadas, o Tricolor espera se recuperar no dia 30 diante do Bolíviar, também fora de casa, para seguir em busca da classificação.