Exposição e documentário no MIS revisitam a carreira do artista, conhecido pela experimentação em áreas como pintura, escultura, cenografia e mímica O trabalho e a trajetória de Juarez Machado, artista plástico de Joinville com reconhecimento internacional, serão lembrados em uma programação especial no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina, em Florianópolis, na quinta-feira (29).
A agenda reúne a abertura da exposição “Juarez Machado: Arte em Movimento”, às 19h, e a exibição gratuita do documentário “Juarez Machado – Memórias e Reflexões”, às 20h. Com 40 minutos de duração, o filme mostra diferentes momentos da vida do artista, desde a formação até a atuação em áreas como pintura, escultura, cenografia e figurino.
A narrativa é conduzida por depoimentos do próprio Juarez, que compartilha lembranças da carreira e detalhes do processo criativo. A mostra “Juarez Machado: Arte em Movimento” fica aberta ao público até 31 de janeiro de 2027.
O percurso destaca uma característica presente na trajetória do artista, no qual o artista buscou por novas formas de expressão, que o levou a explorar diferentes linguagens e a construir uma obra marcada pela diversidade. A exposição também apresenta a relação entre a produção artística e os recursos tecnológicos, com registros que passam do analógico ao digital e do colorido ao preto e branco.
Entre os destaques estão a bicicleta de rodas quadradas, as chamadas Nonsenses e as performances de mímica que ficaram conhecidas pelo público por meio do programa Fantástico. O conjunto reúne diferentes momentos da carreira de Juarez e mostra como a experimentação esteve presente em suas criações, tanto nas artes visuais quanto em outras áreas.
Nascido em Joinville, no Norte de Santa Catarina, em 16 de março de 1941, Juarez Machado construiu uma carreira com projeção internacional sem deixar de manter vínculos com a cidade natal. Em 2014, foi criado o Instituto Internacional Juarez Machado, iniciativa do artista com o irmão Edson Busch Machado para preservar seu legado e incentivar manifestações culturais.
Juarez morreu em 6 de outubro, aos 85 anos, no interior do Rio de Janeiro. A programação no Museu também se torna uma oportunidade de revisitar sua história e conhecer episódios que marcaram a construção de sua obra.
Sarah Pretto é jornalista em formação e faz parte do Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, integrando a redação do portal em Florianópolis e atuando na cobertura dos principais assuntos de interesse dos catarinenses e moradores da Grande Florianópolis. Atenta ao cotidiano da região, escreve sobre segurança pública, tempo, cultura e mais.
É graduanda na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e iniciou a trajetória na comunicação produzindo conteúdo universitário e laboratorial. Destaca-se por premiações no Expojor UFSC, com relevância em reportagens multimídia de áudio, texto e vídeo.
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