Flávio visita Bolsonaro após pesquisa eleitoral e recado de mulher de Tarcísio sobre Brasil precisar de CEO

 

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A visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Superintendência da Polícia Federal em Brasília nesta manhã ocorre dias após o retorno dele dos Estados Unidos, onde esteve com o irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e no dia seguinte à publicação da primeira pesquisa Quaest presidencial de 2026.

O levantamento mostrou que o presidente Lula segue na liderança em todos os cenários, mas com um avanço de Flávio, que marca entre 23% e 32% das intenções de voto no primeiro turno.

Flávio tenta se firmar como pré-candidato e tem defendido, no entorno, que a direita não se divida antes de uma definição sobre o nome que ocupará o espaço eleitoral do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na PF.

No PL, a leitura é que o senador busca combinar duas frentes: manter Jair Bolsonaro como referência simbólica central do movimento e, ao mesmo tempo, ampliar sua própria circulação para sustentar um projeto nacional.

A movimentação acontece em meio a um estranhamento recente dentro da família, após uma postagem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com vídeo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas redes. A publicação foi interpretada por uma ala bolsonarista como gesto que alimenta especulações sobre Tarcísio para 2026 e, nos bastidores, gerou incômodo no entorno de Flávio, que trabalha para se consolidar como herdeiro político natural do pai.

O ruído aumentou mais ainda nesta terça-feira com o episódio envolvendo a primeira-dama paulista Cristiane Freitas, mulher de Tarcísio, que comentou numa postagem do governador que “o Brasil precisa de um novo CEO”, em referência ao marido — comentário curtido por Michelle e recebido por bolsonaristas como sinalização eleitoral. A reação foi forte em setores ligados ao ex-presidente, mas a ex-primeira-dam entrou em campo para defender Cristiane, argumentando que o comentário não significaria uma indicação de Tarcísio como candidato e que a preferência do grupo seguiria sendo por Jair Bolsonaro.

Nos EUA, ele tentou manter uma agenda voltada a contatos políticos no exterior em meio à reorganização do bolsonarismo para 2026. Como o GLOBO noticiou, sua tentativa de encontrar o secretário Marco Rubio fracassou.