O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta sexta-feira (30/10), que poderá disputar novamente a Presidência da República antes de 2030. Cabe lembrar que as eleições gerais no Brasil são disputadas de quatro em quatro anos.
Ou seja, o país só elegerá um novo presidente justamente em 2030. Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições em 25/10, o parlamentar fez a declaração durante uma transmissão ao vivo no Instagram, diretamente dos Estados Unidos.
“Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui. Pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo”, afirmou.
A afirmação ocorreu durante transmissão ao vivo nas redes sociais. ➡️ Flávio sugere que poderia disputar a Presidência novamente antes de 2030 pic.twitter.com/Pjffwe9bI6
Na sequência, o senador ressaltou que não se referia necessariamente à próxima eleição presidencial regular. “Eu não tô falando de 2030, não.
Eu tô falando de antes disso. Então, gente, vamos continuar unidos, fazendo a nossa parte”, acrescentou.
A declaração ocorre em meio à estratégia anunciada pelo próprio Flávio de buscar a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Uma eventual decisão nesse sentido poderia levar à realização de uma nova eleição presidencial antes do calendário regular.
Flávio perdeu o segundo turno da eleição presidencial para Lula, que foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL. A diferença entre os dois foi de 4,4 milhões de votos.
Apesar do resultado confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador voltou a questionar a legitimidade da votação. A vitória de Lula foi reconhecida por diferentes atores políticos, inclusive pelo próprio Partido Liberal (PL), legenda de Flávio.
Democratas cobram explicações do governo Trump por fuga de Flávio Bolsonaro Flávio relatou que a decisão de deixar o país foi tomada depois de uma conversa com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e com a mulher, Fernanda Bolsonaro.
Segundo o senador, o episódio ocorreu na segunda-feira (26/10), quando visitou o pai, que cumpre prisão domiciliar. O encontro durou aproximadamente 30 minutos.
Ao deixar a residência, Flávio disse ter sido informado de que agentes da Polícia Federal (PF) estavam no local para comunicar a determinação judicial. “Então eu olhei para a cara dele e falei: pai, começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria, porque todos sabem que o Brasil hoje vive um regime de exceção”, declarou.
O senador também contou que Jair Bolsonaro pediu para conversar com ele em particular. “E ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas e falou: ‘Já sabe onde é que eles querem chegar com isso’.
Eu falei: pai, já sei. Acho que Deus está no comando de tudo.
Estou preparado. Vou enfrentar.
Agora eu sei o que eu tenho que fazer”, afirmou.
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