Flávio diz que 'não está no radar' dar cargo para Jair Bolsonaro e nega nomear Eduardo chanceler, se eleito

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Fonte da notícia: Valor Valor

O candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) disse "não está no radar" dar cargo para Jair Bolsonaro em um eventual governo. Em entrevista à TV Globo, nesta sexta-feira (16), o candidato do PL também negou que nomeará seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), para o cargo de chanceler.

"O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de ter cargo no governo. Não está no radar [dar cargo a ele]", disse. Flávio negou também que mudará a Constituição Federal com o objetivo de permitir que o seu pai concorra ao Palácio do Planalto em 2030. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, e cumpre prisão em regime domiciliar. Ele também afastou a possibilidade de Eduardo, que atualmente vive nos Estados Unidos, assuma o Ministério das Relações Exteriores. “Não, ele não vai ser meu chanceler. O Eduardo é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil. A história ainda vai reconhecê-lo como alguém que se sacrificou para [defender] a democracia no nosso país”, afirmou.

Seu irmão se mudou para os Estados Unidos no início de 2025 sob a justificativa de que sofria perseguição do Judiciário. O ex-deputado é próximo de integrantes do governo Donald Trump, com quem articulou sanções a autoridades brasileiras. “O Eduardo faz, sim, um trabalho brilhante. Construiu, ao longo de mais de dez anos, um relacionamento internacional com vários líderes políticos conservadores, que são de direita, e tem o mérito dele. Agora, a questão de ser chanceler, ser ministro das Relações Exteriores aqui no Brasil, é outro assunto”, ressaltou. Flávio voltou a defender a ideia de apresentar uma PEC para proibir a reeleição no país. "Na direita não faltam lideranças para dar continuidade a esse projeto de nação", disse o presidenciável. Flávio disse que "só precisa de um mandato" para mudar os rumos do país, criticando Lula e responsabilizando o presidente por problemas como a insegurança pública e a perda do poder de compra.

"Não quero começar o mandato já pensando na reeleição. Eu quero fazer o que precisa ser feito", afirmou. "Não tem projeto de poder da minha parte", completou, citando que existem quadros da direita que poderiam dar continuidade a um eventual trabalho seu como presidente. Flávio também se comprometeu a aceitar o resultado das urnas caso perca as eleições. “Eu vou disputar eleições com as regras que estão aí. Independentemente de qual for [o resultado], vou respeitar. Só que tenho convicção de que o Brasil já escolheu. No primeiro turno foi assim, o Brasil já escolheu a mudança e, no segundo, vai continuar escolhendo a mudança”, declarou.

Candidato Flávio Bolsonaro (PL) concede entrevista à TV Globo Manoella Mello/Globo

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