Flávio diz que Alcolumbre protege o governo Lula e tenta ajudar presidente a se reeleger

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Fonte da notícia: Valor Valor

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), protege o atual governo e está colocando pautas em votação às vésperas da eleição para ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alcolumbre marcou para esta quarta-feira (14) a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1.

Leia mais "O Senado, por enquanto, tem um presidente que protege o governo. Tem um presidente que bota para votar pautas a poucos dias das eleições para tentar ajudar o Lula. Pautas sérias, que impactam o país inteiro, que tinham que ser discutidas após as eleições", disse Flávio, durante o evento Grande Encontro do Associativismo, nesta terça-feira (13), na capital paulista.

Flávio desembarcou em São Paulo nesta tarde, após ter visitado pela manhã, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na saída da visita ao pai, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado, o senador afirmou que votará a favor da PEC que prevê o fim da escala 6x1, depois de criticá-la durante meses.

Em meio a uma série de críticas a Lula, no evento com empreendedores, o candidato do PL disse que o rival está usando medidas do governo e disparando mentiras para tentar superá-lo, depois de ter ficado atrás no primeiro turno. "Estou lutando é contra a cabeça da serpente, e a gente vai dar uma paulada na cabeça da serpente, para livrar o Brasil do PT", disse Flávio.

O senador afirmou que o país atravessa uma "crise de credibilidade" por causa de Lula e que o atual governo "massacra" os empreendedores. Prometeu, se eleito, "colocar o país no caminho da prosperidade" e implementar medidas de desburocratização e redução da carga tributária.

"No meu governo, vai ter muito mais 'Tarcisios' e 'Danis' e muito menos 'Haddads' e 'Dilmas'", discursou Flávio. Citados na fala, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a administradora Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha, estavam no palco com o presidenciável. A crítica ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e à ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT, provocou aplausos da plateia.

Flávio pediu aos espectadores "a oportunidade de proteger o Supremo", acenando com a escolha de ministros de perfil conservador, alinhados a interesses do setor privado e que possam dar segurança jurídica a quem tem interesse em investir no Brasil. Ele disse que, se for reeleito, Lula pode indicar "mais quatro Alexandres de Moraes ou mais quatro Flávios Dinos", hipótese que motivou gritos de protesto no auditório.

O presidenciável reforçou o apelo por mobilização dos apoiadores, dizendo que a campanha precisa de um "gás" para a reta final, antes do segundo turno. "Não tem eleição ganha, de verdade. Vocês veem que a esquerda está se organizando, se mobilizando", disse, acrescentando que, se virar presidente, "não vai ter vingança" e que pretende "olhar para a frente".

O pedido de apoio a Flávio foi reforçado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), que deu a missão a cada eleitor do candidato do PL de conseguir ao menor mais um voto para ele. Na mesma linha, Tarcísio disse que o senador "vai ser maior do que o pai", Jair Bolsonaro, caso vença no segundo turno e assuma o Palácio do Planalto. "Flávio aprendeu muito com os acertos e com os erros do pai. Erros que não serão repetidos, e acertos que serão potencializados", declarou o governador.

Na chegada à capital paulista, Flávio teve encontro com lideranças do MDB para receber o apoio de 16 dos 27 diretórios estaduais do partido. Em oposição, outros 10 diretórios anunciaram apoio a Lula no segundo turno. O presidenciável do PL deve retornar à capital paulista até o fim da semana. No domingo (18), está previsto um ato político na avenida Paulista com a presença do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros aliados.

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