No intervalo de apenas oito dias em sua mal-sucedida campanha de segundo turno, Flávio Bolsonaro injetou R$ 11 milhões em ações de impulsionamento de conteúdo no Instagram e no Facebook. O valor, pago entre 14 e 22 de outubro, equivale a 60% de tudo o que o candidato do PL gastou com as plataformas de Mark Zuckerberg nessas eleições.
Ora fugitivo nos EUA, o então candidato presidencial investiu ao todo R$ 18,45 milhões no Facebook e no Instagram ao longo de toda a campanha. Já seu oponente Lula conseguiu se reeleger injetando “apenas” R$ 3,5 milhões.
Ou seja, Flávio gastou mais de cinco vezes com a Meta. Esta foi, de longe, a campanha mais lucrativa para Zuckerberg no Brasil.
Com o veto do Google ao impulsionamento de conteúdo político e a proibição desse tipo de recurso em outras plataformas, TikTok, Instagram e Facebook absorveram a demanda dos candidatos — sobretudo de Flávio. Até agora, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a Meta faturou R$ 328,6 milhões nessa campanha.
Nas eleições de 2022, a empresa faturou menos da metade dessa cifra: R$ 159,3 milhões (valor corrigido pela inflação).
O Globo