Flávio Bolsonaro na TV Globo: como o senador se saiu na entrevista? Veja as notas e avaliações dos colunistas do GLOBO

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A TV Globo realizou, nesta semana, entrevistas com os dois candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno. As sabatinas, transmitidas ao vivo após a exibição do Jornal Nacional, foram comandadas por Renata Lo Prete. Nesta sexta-feira, foi a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL). A ordem foi definida por sorteio com a presença de representantes dos partidos. Lula na TV Globo: Como o petista se saiu na entrevista? Veja as notas e avaliações dos colunistas do GLOBO Leia mais: Na Globo, Flávio volta a defender fim de reeleição e diz que mudança manteria regra que impediria parente de sucedê-lo Na sabatina, Flávio teve um desempenho descrito como "bem ensaiado", mas "irritadiço" em alguns momentos pelos colunistas do GLOBO, que deram a ele uma nota média 2,9 numa escala que vai de 1 a 5. Quanto maior o número atribuído pelo jornalista, melhor a atuação do candidato. A nota final é calculada a partir de uma média das pontuações atribuídas por cada colunista ao entrevistado.

Leia as avaliações dos colunistas Bernardo Mello Franco (Nota 3): "Flávio Bolsonaro começou bem ensaiado: adotou tom sereno e repetiu frases feitas para fidelizar evangélicos e não afugentar eleitores que temem cortes no social. Depois se enrolou ao responder sobre armas, condenação dos golpistas e negócios com Daniel Vorcaro." Lauro Jardim (Nota 3): "Flávio Bolsonaro não foi convincente na explicação sobre como faria um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões. E, em boa parte da entrevista, fugiu de dar respostas objetivas. Quando o assunto foi o caso Dark Horse, se mostrou nervoso, como se não conseguisse lembrar da resposta que ensaiou no media training. De pontos positivos, dois: encaixou por diversas vezes ataques a Lula em assuntos sensíveis ao eleitorado, como segurança pública; e, nas suas palavras finais, fez um bom resumo de suas propostas mais populares." Míriam Leitão (Nota 3): "Flávio usou a entrevista como palanque em vez de responder às perguntas com dúvidas razoáveis sobre a sua candidatura. Isso o faz lacrar entre os que já são seguidores, mas há dúvidas se consegue convencer os indecisos e os independentes. Termina a entrevista sem aproveitá-la como oportunidade para responder às perguntas que existem sobre a sua candidatura. De novo ele nega que tenha havido uma tentativa de golpe, chamou de “golpe da Disney”. Aproveitou as considerações finais muito bem para falar para os eleitores e pediu votos." Pablo Ortellado (Nota 3): "Flávio Bolsonaro se manteve na maior parte da entrevista sereno. Deu respostas inequívocas sobre temas sociais, como aumento do mínimo, manutenção do bolsa família e não desvinculação das aposentadorias. Também se comprometeu outra vez a respeitar o resultado das eleições. Quando perguntado sobre acusações de corrupção e sobre políticas controversas, preferiu tergiversar e subir o tom atacando o candidato adversário." Renato Meirelles (Nota 3): "Flávio começou bem, abandonando posições impopulares, mas foi pior do que na sabatina do primeiro turno. Ao ser confrontado com seu passado e o do pai, ficou irritadiço e atacou Lula em excesso. O crescimento do PT na última semana parece ter aumentado seu nervosismo. Faltaram serenidade e carisma para conquistar indecisos, sobretudo as mulheres, e respostas sobre violência. Terminou falando para sua bolha. O eleitor de Lula provavelmente saiu mais animado do que entrou." Vera Magalhães (Nota 2): "Flávio Bolsonaro faz o oposto de Lula na véspera: só fala do adversário. Confrontado com as próprias contradições, como o caso nunca esclarecido da transferência de milhões de dólares de Daniel Vorcaro para um filme sobre o pai num fundo do exterior, tergiversou, gaguejou e novamente não explicou nada. Não negou que Jair vá ter cargo em seu governo, mas descartou nomear o irmão, Eduardo, para chanceler. Foi excessivamente treinado para produzir cortes para as redes sociais, que talvez funcionem com seu público." Fabio Graner (Nota 3): "Flávio Bolsonaro começou tranquilo e seguindo a estratégia de garantir que não vai prejudicar os direitos sociais dos mais pobres, ainda que tenha tergiversado em pontos importantes, como o detalhamento da estratégia de corte de gastos. Ficou confuso e se irritou a partir dos questionamentos sobre o caso do filme Dark Horse, sua relação com Daniel Vorcaro e nos temas envolvendo seu pai e a democracia, interrompeu a entrevistadora algumas vezes e abusou da estratégia “E o PT”, falando muito para a própria bolha. Nas considerações finais engatou um discurso mais coeso e um ar mais tranquilo." Thomas Traumann (Nota 3): "Flávio Bolsonaro tinha como tática atacar Lula a cada resposta e negar os cortes de direitos sociais no seu eventual governo. Foi bem até se irritar nas questões sobre Daniel Vorcaro e cometer um erro ao defender a liberação de armas."

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