A pesquisa Quaest divulgada hoje, mostra um cenário inédito na campanha presidencial até agora. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece pela primeira vez desde oinício da campanha à frente numericamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, em eventual segundo turno entre os dois - 42% contra 40%, respectivamente, ainda em empate técnico. O crescimento é impulsionado pelo avanço de Flávio em pelo menos quatro segmentos: dentre o eleitorado feminino, no Sudeste, católicos e entre quem ganha entre dois e cinco salários-mínimos. Leia mais
No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a vantagem de Flávio cresceu para 16 pontos, ante 9 pontos no levantamento anterior, divulgado no dia 7. Na região, Flávio Bolsonaro passou de 43% para 47% das preferências. Já o petista oscilou de 34% para 31%. As variações ocorreram dentro da margem de erro, mas indicam uma curva positiva para o bolsonarista. Na pesquisa Quaest de 15 de julho, a diferença entre os dois era de três pontos: Lula marcava 40% na região, enquanto Flávio 37%.
A vantagem de Lula também oscilou para baixo entre os católicos, onde a vantagem histórica do PT diminuiu. Neste segmento, a dianteira do presidente caiu de 11 para 8 pontos percentuais. Os católicos que defendem a reeleição do petista somam 46%. Outros 38% apoiam o candidato bolsonarista. Em julho, Lula tinha 52% e Flávio 32% das intenções de voto.
O levantamento aponta ainda que Flávio conseguiu reduzir a vantagem que o separava de Lula no eleitorado feminino, tornando o segmento até então mais favorável ao atual presidente significativamente mais acirrado. Entre as mulheres, o presidente totalizava 43% das intenções de voto na pesquisa anterior. Agora, aparece com 41%. Já Flávio variou de 36% para 37%. Em julho, Lula tinha 47% neste público, contra 34% de Flávio.
Dentre os eleitores que ganham até dois salários mínimos, Flávio passou de Flávio 29% para 32% entre as pesquisas divulgadas no dia 7 e hoje. O presidente Lula se manteve com 51% das preferência nesse segmento. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Entre o eleitorado mais velho, com idade acima de 60 anos, Lula variou de 48% para 45% em uma semana. Já Flávio passou de 37% para 39%. A margem de erro é de cinco pontos percentuais nesse segmento.
Trata-se do primeiro levantamento do instituto após os desdobramentos mais recentes da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que culminou na derrubada do sigilo de investigações no âmbito do caso Master. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03607/2026.
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