Roterdã – Foi uma longa espera para a medalha chegar. A primeira chance de Flávia Saraiva subir no pódio da trave em uma das principais competições globais da ginástica artística foi nos Jogos Olímpicos Rio-2016.
Na ocasião, a brasileira ficou na quinta posição. A medalha teve que esperar mais 10 anos.
O bronze veio no Mundial de Ginástica Artística de 2026 na Holanda. Flávia aumentou a sua nota de dificuldade para finalmente subir no pódio na sua principal especialidade.
O Mundial de 2025 foi quando Flávia Saraiva mais se aproximou do pódio. Ela ficou na quarta colocação, mas sem fazer toda a dificuldade que ela tem capacidade, ficando com uma nota de partida mais baixa.
Para ganhar a medalha, a ginasta trabalhou para chegar à Holanda com uma pontuação mais alta na dificuldade. Flávia voltou com sua sequência acrobática de três elementos e adicionou um novo salto de dança no começo da sua prova para conseguir até 6.3 de dificuldade.
Na final, ela conseguiu 6.1, porque os árbitros não consideraram a ligação da sua entrada. Mais sobre o Mundial de GinásticaGinástica ArtísticaReis da execução levam medalha de ouro no último dia do Mundial de GinásticaGinástica ArtísticaApós longa espera, Flávia Saraiva ganha medalha na trave no MundialGinástica ArtísticaRebeca Andrade voa para a glória e é tricampeã mundial no saltoGinástica ArtísticaApós ouro via execução, Rebeca Andrade quer dificultar saltos para 2027
SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK “Eu estou muito feliz.
Foi um ano de muito trabalho. Eu já treinei muito para estar em tantos finais de trave.
Então eu sabia que hoje eu tinha que fazer a melhor série, com maior nível de dificuldade, e é isso. O resultado veio com as dificuldades e com a série bem feita”, afirmou Flávia Saraiva em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
“Só fazer essa série de novo” Zhang Qingying, Kaylia Nemour e Flávia Saraiva no pódio (Foto: Ricardo Bufolin/Panamerica Press)
O dia de Flávia Saraiva começou no ginásio de aquecimento. Lá, ela cravou uma série perfeita, que foi aprovada pela comissão técnica do Brasil.
Era só repetir a mesma prova na hora da final. E foi o que aconteceu.
“Eu achei que ela treinou super bem. No ginásio de aquecimento ela fez uma série que eu falei: ‘você só precisa fazer uma série dessa de novo’ e ela fez.
Ela conseguiu e na medalha dela estão muitas finais que eu passo junto com a Flávia. A gente estava sempre ali, literalmente batendo na trave e não dando.
Mas hoje deu e eu estou muito feliz com ela”, afirmou o treinador Francisco Porath.
Olimpiada Todo Dia