O Flamengo já conta com a venda do atacante Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou para refazer seu caixa.
O balanço financeiro anunciado no início deste mês apontou déficit de R$ 33,8 milhões no fechamento do primeiro semestre e o buraco foi inicialmente coberto com o adiantamento de cotas de um dos patrocinadores.
Com o avanço na Libertadores e a venda do equatoriano em algo em torno dos R$ 72 milhões (equivalente a 12 milhões de euros), a diretoria agora parte para fechar a contratação de outro atacante na janela que fecha no dia 15.
Luiz Henrique, do Zenit, é o preferido, principalmente pela possibilidade de operação casada.
Os clubes russos vivem sob restrições financeiras em função de sanções econômicas globais impostas à Rússia e a troca de dinheiro entre eles repetiria a triangulação feita com o próprio Flamengo na venda do colombiano Carrascal.
Naquele caso, o negócio envolveu a ida do lateral Rubens, do Atlético-MG, para o Dínamo, com os clubes brasileiros se acertando.
Agora, Plata iria para o Dínamo que, ao invés de pagar o Flamengo, se acertaria com o Zenit.
Vejamos.
O déficit no caixa foi um dos problemas que impediu o executivo de futebol diretor José Boto de se movimentar no mercado.
O diretor teve dificuldades para fazer dinheiro com a venda de jogadores e encontrou resistência dos clubes procurados para negociar o parcelamento do pagamento.
O entendimento com o Atlético de Madrid para aquisição de Almada foi o mais fácil, mas o meia acabou preferindo o River Plate.
O clube então esperou a entrada de dinheiro novo para voltar com força ao mercado.
A ideia é focar no título da Libertadores para tentar o título do Interclubes no final do ano para recuperar as perdas financeiras causadas pela eliminação precoce na Copa do Brasil.
VASCO RESPIRA.
Por ora, o ganho real do clube no 1 a 0 sobre o Vitória, em São Januário, foi a autoconfiança e a renovação das expectativas na Série A do Brasileiro.
O time que Pedro Emanuel levou a campo na quarta-feira encarnou o espírito determinado desejado pela torcida, contagiou o estádio e, mesmo com um a menos, saiu na frente no “mata-mata” que vale vaga nas semifinais da Copa do Brasil.
A vantagem não desfaz as preocupações para o jogo de amanhã, contra o Cruzeiro, mas atuações como a do primeiro tempo contra o Palmeiras e a do segundo deste jogo contra o Vitória passam a ideia de que o Vasco tem de onde tirar forças para evitar seu quinto e degradante rebaixamento.
E isso revigora os vascaínos.
