Um mês depois da final da Copa do Mundo, o Flamengo fez o futebol brasileiro enfim sair da borracharia.
Com uma partida exuberante diante do Cruzeiro, venceu com autoridade no Maracanã pelas oitavas de final da Libertadores, por 2 a 1, e se classificou com uma mistura de domínio coletivo e uma soma de grandes atuações individuais.
Arrascaeta e Lino foram os destaques do jogo com dois golaços, mas Pedro acabou como a cereja do bolo pelos passes açucarados nas jogadas.
O Cruzeiro, que apostou em um jogo mais recuado, foi encurralado e só conseguiu reagir no segundo tempo, quando saiu para o ataque e empatou com Romero.
Mas o Flamengo reagiu rápido após o apagão defensivo e terminou senhor do jogo.
Nas quartas de final, o Rubro-negro agora aguarda o adversário do confronto entre Independiente del Valle, do Equador, e Tolima, da Colômbia, que jogam semana que vem.
Flamengo e Cruzeiro se enfrentam pelo Brasileirão, sábado, e seguem na disputa pelo título nos pontos corridos ao lado do Palmeiras.
Trio de ouro
Antes do confronto pela Libertadores, o roteiro era de ameaça de crise flamenguista em função da dificuldade de exibir o seu melhor futebol e também pelo fato de o clube não ter tido sucesso no mercado, para aumentar o nível do elenco.
Do lado cruzeirense, houve contratações, subida de produção no Brasileiro, e expectativa por um enfrentamento de igual para igual, o que o jogo da ida em Belo Horizonte também indicou.
Mas no Maracanã lotado, com a torcida a seu favor, o Flamengo chegou ao auge tão cobrado.
Fisicamente muito bem, mesmo com Pedro e Arrascaeta juntos, pressionou o rival desde o início, com Lino a todo vapor nas jogadas de velocidade.
A principal arma rubro-negra pelo chão era o trio que Pedro como referência, com Arrascaeta e Lino vindo de trás.
A dupla se procurava pelo meio para tabelar e chamar o nove.
Nos primeiros minutos, houve várias chances.
Já o Cruzeiro não chegou ao gol de Rossi.
Além de não conseguir atacar, ficou encurralado na defesa.
Gerson perseguido
Com Gerson e Matheus Pereira bem marcados e o camisa oito vaiado do início ao fim, os mineiros erravam passes e não avançavam.
Pedro, Lino e também Plata cumpriam o papel tático com perfeição.
Com a bola, o Flamengo saía em velocidade quando surpreendia o ataque cruzeirense e causava mais estragos ainda, sobretudo pelo lado esquerdo.
Depois da parada para hidratação, o Cruzeiro tentou reagir, mas seguiu errando passes e foi pressionado.
Mesmo atordoado, o time visitante mantinha suas linhas plantadas próximo da área.
A chave para destravar foi Arrascaeta.
O camisa 10 entrou tabelando com Pedro e acertou um chute colocado no ângulo, fazendo 1 a 0 aos 34 minutos.
Apagão rubro-negro
Na volta do intervalo, o Flamengo cochilou.
O Cruzeiro voltou com postura ofensiva, quase fez um gol logo de cara, mas a bola foi tirada em cima da linha.
Na sequência, empatou.
De longe, Romero acertou um chute cruzado e Rossi caiu atrasado.
Depois do gol, o time mineiro enfileirou chances esticando bolas nas costas da defesa do Flamengo, e por pouco não virou a partida.
Em 10 minutos, já havia finalizado mais do que em todo o primeiro tempo.
Mais uma vez, a chave era Arrascaeta.
Que achou passe por dentro para Pedro preparar para Lino entrar na área livre e fazer o segundo.
