Flamengo e Fluminense apresentam justificativas ao MP sobre irregularidades em venda de ingressos do Maracanã

Flamengo e Fluminense apresentam justificativas ao MP sobre irregularidades em venda de ingressos do Maracanã - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Flamengo enviou ao Ministério Público documentos e justificou a suspeita de superlotação de setores no Maraca afirmando que o clube não extrapolou o limite do laudo de segurança do estádio. Segundo o clube informou ao MP, nos jogos investigados não houve mais de 73 mil pagantes como indica o documento da Polícia Militar. O inquérito, revelado pelo GLOBO, fala de vendas acima do permitido. No caso de superlotação, a suspeita já comprovada por planilhas do Maracanã é de que os setores Norte e de cadeiras cativas tenham mais pessoas que o liberado pelos laudos de segurança. Sobre isso, não houve justificativa. O Flamengo se movimentou politicamente e se colocou à disposição do Ministério Público para esclarecimentos adicionais e para fazer ajustes na política de ingressos. O Fluminense, por sua vez, enviou algumas justificativas para a venda de ingressos acima do permitido. O clube não teve superlotação de setores nem do estádio como um todo. Mas todas as práticas vão contra a Lei Geral do Esporte, artigo 147, que prevê até perda de mando de campo na cidade por até seis meses. O consórcio Fla-Flu Serviços ainda precisa enfiar as explicações aos ofícios do Ministério Público. O novo diretor Luis Felipe Monteiro de Barros prometeu ao MP dar as justificativas solicitadas. Na última semana, o CEO Fred Nantes prometeu ter transparência no caso e ajudar no que for preciso em relação ao inquérito, que foi aberto no fim de agosto, e aguarda respostas dos investigados.

O GLOBO apurou que o inquérito instaurado pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEDEST/MPRJ) no fim de agosto foi enviado para a Promotoria de Justiça de Urbanismo com as irregularidades praticadas pela Fla-Flu Serviços S.A., empresa que administra o estádio, e foram oficiadas as diretorias de Flamengo e Fluminense, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e as empresas que prestam serviço na operação. As empresas são contratadas pelos clubes.

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