O Flamengo segue firme na briga pelo título do Brasileiro.
Neste domingo, venceu o Botafogo no Maracanã por 3 a 0, confirmou o favoritismo, e afastou um comportamento preocupante.
Depois de iniciar a partida com um domínio completo, e chegar a mais de 70% de posse de bola, o golaço de Samuel Lino com passe magistral de Jorginho parecia pouco diante da superioridade.
Nas cordas, o Botafogo reagiu no segundo tempo, igualou minimamente as ações, e se não ficou mais com a bola, criou situações tão perigosas quanto as do rival.
Nos minutos finais, precisou que Samuel Lino aparecesse novamente com velocidade e precisão para matar o jogo e garantisse a festa dos mais de 65 mil rubro-negros.
Carrascal, que entrou no fim, completou o placar.
O resultado favoreceu o Flamengo na caça ao líder Palmeiras.
E foi péssimo para um Botafogo que tenta sair da zona de perigo próximo ao rebaixamento.
Lino dá o tom do domínio rubro-negro
Samuel Lino, em grande fase, não só fez o gol, mas foi o símbolo de um Flamengo que aliou técnica e intensidade.
Sem Plata, Leonardo Jardim escalou o time com Luiz Araújo, mas a base foi mantida.
E foi no entrosamento da defesa que a criação de jogadas em profusão deu o tom do primeiro tempo.
A estratégia do Botafogo, desde o início, era recuar e sair no erro do Flamengo.
Quase deu certo.
Aos 8 minutos, Montoro levou vantagem após lateral mal cobrado por Luis Araújo e Artur Cabral escorou cruzamento para o gol.
Mas, levou a bola com a mãe.
O árbitro de vídeo anulou.
Na sequência, o susto fez o Flamengo ser efetivo.
Sem o ataque rival pressionando, Jorginho teve tempo para encontrar o passe perfeito para Lino cair nas costas da defesa e abrir o placar.
O Botafogo, que tinha três zagueiros, viu Justino ficar pelo caminho.
O time comandado por Rodrigo Bellão era valente, mas não tinha forças para igualar as ações.
Não fossem os erros de cruzamento, o Flamengo poderia ter terminado o primeiro tempo ganhando por uma diferença maior.
O Botafogo tentava, mas não conseguia sair nem do seu campo.
Quando chegava no campo de ataque, faltavam passes mais precisos.
E o Flamengo recuperava a bola sem fazer muita força.
Só que produziu muito e converteu pouco em gol.
Pedro, que chegou a marcar após impedimento, cometia excesso de preciosismo nos lances.
Arrascaeta, por sua vez, jogava com o modo economia de energia ativado.
Botafogo reage, mas peca nas finalizações
O Botafogo, que tinha em Danilo e Montoro suas únicas tentativas de sair para o jogo, mudou a estratégia no segundo tempo, com o argentino dando lugar a Danilo Pereira.
Com mais físico e velocidade, o time viu o Flamengo dosar o ritmo e aproveitou.
Criou problemas em cruzamentos e teve disposição para vencer mais duelos do que no primeiro tempo.
Luiz Araújo enfim saiu para a entrada de Paquetá no Flamengo.
O camisa 20 também marcou um gol impedido, mas no geral errou passes e obrigou o time a recuar mais.
A estratégia passou a ser sair em velocidade, e não tentar pressionar tanto.
Deu certo.
Com o time cansado, Jardim fez mexidas.
E Bellão respondeu.
A trocação se estabeleceu.
Medina, Junior Santos e Villalba entraram no Botafogo.
Carrascal e Evertou Cebolinha no Flamengo.
Mas a noite era de Lino.
O atacante recebeu em contra-ataque e desafogou com o segundo gol.
No terceiro, Carrascal roubou a bola na saída do Botafogo e entrega para Jorginho, que dá de primeira em Lino.
Em passes de primeira, Cebolinha tocou para Carrascal, que acertou o canto.
Fim de papo!
