Flamengo aposenta camisa 14 do basquete; clube já magoou Oscar no passado com 'desaposentadoria'; entenda
O Conselho Diretor do Flamengo aprovou, por unanimidade, a aposentadoria definitiva da camisa 14 do basquete rubro-negro, em homenagem a Oscar Schmidt, maior nome da história do basquete brasileiro em todos os tempos. O ex-ala brasileiro morreu na sexta-feira, aos 68 anos.
Como parte das homenagens, Arrascaeta vestirá a camisa 14 no domingo, no Maracanã, na partida contra o Bahia, pelo Brasileirão.
Flamengo aposenta camisa 14 do basquete
Divulgação / Flamengo
— Oscar Schmidt é um patrimônio do esporte do Flamengo, do Brasil e do mundo. Sua história ajudou a moldar o basquete como o conhecemos hoje e seguirá como referência eterna de excelência, talento e paixão — afirma o Flamengo.
Oscar já se magoou com 'desaposentadoria' da camisa
Essa não é a primeira vez que o Flamengo aposenta a camisa 14 em homenagem a Oscar. Em maio de 2003, ao se aposentar das quadras atuando pelo rubro-negro, o "Mão Santa" ouviu do então presidente Hélio Ferraz e do vice-presidente de esportes olímpicos Carlos Eduardo Maya Ferreira que nunca mais um outro jogador usaria o uniforme.
Anos depois, porém, a camisa foi desaposentada e outros atletas voltaram a usar a 14 do Flamengo. Em entrevista ao GLOBO em 2019, Oscar se mostrou magoado com a quebra da promessa.
— Em 2003, o presidente Hélio Ferraz me prometeu que o Flamengo não usaria mais a camisa 14, e ela não foi usada por um bom tempo. Sempre que ela ressurge, isso me entristece. Eu tive meu número aposentado em outros três clubes, e ele nunca voltou a ser usado. Ainda que a aposentadoria não tenha sido oficializada, não dá para retirar a camisa e voltar com ela. Então não retirassem, ora. Isso magoa. Seria até motivo para fazer campanha contra. Mas não faço, gosto muito do Flamengo.
Oscar com a camisa do Flamengo, em clássico com o Vasco, em 2000
Ivo Gonzalez
Oscar Schmidt jogou quatro anos no Flamengo e se aposentou das quadras ao fim de sua passagem pelo clube, em 2003. Ele conquistou dois Campeonatos Cariocas (1999 e 2002), em um tempo em que o Estadual do Rio disputava com o de São Paulo pelo título de mais importante do Brasil.
Anos depois, já aposentado, o "Mão Santa" contou que acabou virando rubro-negro após sua passagem pela Gávea.
— Sempre quis jogar pelo Flamengo e, na Gávea, vi como a torcida é incomparável e faz tudo pelo clube. Não tem igual. Engraçado que eu era santista a torcia pelo Fluminense no Rio. Mas joguei no Corinthians e no Flamengo e acabei virando corinthiano e rubro-negro.
