Fiscal do PL é levada à delegacia por suspeita de crime eleitoral; eleitores relataram boca de urna

Fiscal do PL é levada à delegacia por suspeita de crime eleitoral; eleitores relataram boca de urna - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma fiscal do Partido Liberal (PL) foi conduzida à delegacia após uma confusão no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, na Zona Sul do Rio, na manhã deste domingo, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo Ronaldo Pimentel, administrador do prédio, fiscais eleitorais foram acionados após reclamações de que uma mulher estaria tentando convencer eleitores a votar no senador Flávio Bolsonaro (PL).

A Polícia Militar foi acionada. Apuração Eleições 2026: Acompanha ao vivo a apuração do votos de Lula e Flávio Bolsonaro na ferramenta do GLOBO

Quer acompanhar de perto o noticiário das eleições? Participe da comunidade do GLOBO no WhatsApp A mulher foi identificada como fiscal do PL pela equipe que trabalhava no local de votação, mas usava um crachá com a inscrição “delegado”.

Embora ambas as funções envolvam o acompanhamento da votação e a fiscalização de possíveis irregularidades, há diferenças entre elas: os fiscais atuam nas seções eleitorais, enquanto os delegados representam os partidos perante a Justiça Eleitoral e podem acompanhar os trabalhos em diferentes seções.

— Parece que alguns eleitores fizeram uma reclamação de que tinha uma senhora fazendo boca de urna. Os fiscais foram até lá e parece que constataram.

Houve uma discussão entre eles, em que os ânimos se acirraram, e aí chamamos a intervenção da polícia — relatou Pimentel. Pimentel acrescentou que a polícia foi acionada tanto pelos fiscais quanto pela administração do prédio.

Os envolvidos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo informações de funcionários do colégio, ela é reincidente, pois também pediu votos ao bolsonarista no primeiro turno.

O juiz federal Tiago Portes esteve no local para ver a ocorrência e constatou possível crime eleitoral por parte da fiscal do PL. A acusação é de captação ilícita de voto e injúria.

Em nota, a Polícia Militar informou que, por determinação do juiz eleitoral da 16ª Zona Eleitoral, equipes do 2º BPM (Botafogo) conduziram duas pessoas do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti à Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá. O Ministério da Justiça registrou, até às 11h, 58 ocorrências relacionadas ao segundo turno em todo o país.

Segundo o boletim, a propaganda eleitoral irregular lidera os registros, com 11 casos, seguida por outros crimes eleitorais (10), desordem que prejudique os trabalhos eleitorais (7), boca de urna (5), desobediência a ordens da Justiça Eleitoral (5) e violação ou tentativa de violação do sigilo do voto (5).

O levantamento aponta ainda dois casos de compra de votos ou corrupção eleitoral. Até o momento, 11 pessoas foram conduzidas, dez termos circunstanciados de ocorrência foram lavrados e três autos de prisão em flagrante foram registrados.

Para garantir a segurança da votação, 312.718 agentes foram mobilizados em todo o país. Onde eu voto? Saiba como consultar sua seção eleitoral

Galerias Relacionadas

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →