Fiocruz: internações por gripe e bronquiolite seguem em alta; veja as vacinas que previnem as doenças
Os casos de infecção respiratória grave estão em alta no Brasil em todas as faixas etárias, mostra o novo Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira. As principais causas são o vírus sincicial respiratório, que causa a bronquiolite infantil, e o Influenza, que provoca a gripe. Ambos podem ser prevenidos com vacinas disponíveis na rede pública.
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O InfoGripe é um projeto desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que monitora os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), aqueles que evoluem para hospitalização.
A análise mais recente, referente ao período de 17 a 23 de maio, mostra que todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, estão com incidência de síndrome respiratória grave em nível de alerta, risco ou alto risco.
Em 20 unidades, há também sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
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Em relação às faixas etárias, a alta em crianças de até 4 anos tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto nos adolescentes de 5 a 14 anos está associada principalmente ao rinovírus, que causa resfriado comum, e, nos jovens, adultos e idosos, ao Influenza A.
Já os casos de síndrome respiratória por Covid-19 segue em baixa na maior parte do país, mas mostram sinais de início ou manutenção do crescimento no Ceará, Maranhão e Pará. Para a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella, o cenário reforça a importância da vacinação:
“A vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra o Influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, diz em nota.
Além disso, a pesquisadora recomenda a adoção de medidas de etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir e espirrar, evitar compartilhar utensílios de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas de gripe ou resfriado.
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Quais vacinas devo tomar?
Em relação às vacinas, o imunizante para o VSR foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no ano passado e é indicado para mulheres grávidas, de todas as idades, a partir da 28ª semana de gestação. O objetivo é estimular a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos para o bebê e oferecem proteção posterior para o recém-nascido.
A vacina da gripe está disponível nos postos de saúde para crianças de 6 meses até 5 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes. Outros grupos prioritários, como trabalhadores da saúde e da educação, também podem se vacinar gratuitamente. Em algumas cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, a dose foi liberada para toda a população com 6 meses ou mais.
Já para a Covid-19 o Ministério da Saúde orienta a vacinação inicial de crianças entre 6 meses e 5 anos, uma dose de reforço para gestantes a cada gravidez e uma dose de reforço a cada seis meses para idosos com 60 anos ou mais. Também é indicada uma dose semestral de reforço para imunocomprometidos e uma anual para demais grupos prioritários, como trabalhadores da saúde.
Ao todo, em 2026, já foram notificados 70.211 casos de SRAG no Brasil, segundo o InfoGripe. Entre aqueles com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório nas últimas quatro semanas, 25,4% foram causados pelo Influenza A e 2,6% pelo Influenza B, que também causa gripe. Outros 29,7% foram pelo VSR, 33,9% pelo rinovírus e 6,4% pelo Sars-CoV-2 (Covid-19).
