Além dos juros altos e de um processo estrutural, os problemas de varejistas como as Casas Bahia, que entrou em recuperação judicial, podem estar relacionados à crescente competição das fintechs no mercado de crédito, na avaliação interna do governo.
O processo não é de hoje, mas a pressão competitiva sobre o setor também ocorre no segmento de cartões de loja, que são parte da estratégia de venda desse tipo de empresa.
O governo mapeou dados e notou perda de receitas financeiras em diversos varejistas, inclusive as Casas Bahia.
E a hipótese é que o menor uso de cartões desses lojistas, dada a ampla oferta por fintechs, pesou bastante.
Em entrevista recente à Globo News, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou a tese de que o pedido de recuperação judicial da empresa e de outros varejistas sejam sinal de uma crise generalizada na economia brasileira.
— Nós não estamos falando de crise, o que é bem importante colocar.
Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores —, afirmou.
Ele destacou que há fatores específicos que ajudam a explicar as dificuldades enfrentadas pela Casas Bahia e por segmentos mais sensíveis ao crédito, entre eles o juro alto, além das mudanças de hábito dos consumidores.
Ele também lembrou que o varejo segue com bom ritmo de crescimento, nos dados agregados, da ordem de 2%.
A situação das Casas Bahia, Lojas Marabraz e outros tem sido explorada pela oposição para desgastar o governo e, por isso, a área econômica tem reforçado os estudos internos para rebater as críticas e tentar neutralizar os ataques.
