Final da Libertadores entre Corinthians e Cruzeiro reverbera dominância brasileira no futebol feminino sul-americano

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Corinthians e Cruzeiro decidem hoje, às 21h, em Quito, no Equador, o título da Libertadores Feminina, numa reedição da final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Vencido pelo Timão, aquele confronto deu um novo tom ao enfrentamento entre as equipes e, de certa forma, enfraquece a tradicional narrativa de Davi contra Golias para o jogo de logo mais.

Afinal, ainda que dispute sua primeira Libertadores na história, o Cruzeiro tem um elenco que já pode se considerar acostumado a partidas importantes. No torneio continental, são cinco vitórias em cinco jogos, com 12 gols marcados e apenas um sofrido, números que lhe garantem a melhor defesa da competição.

Treinadas por Jonas Urias há quatro temporadas, as jogadoras da Raposa têm na camisa 10 Byanca Brasil a principal referência. Com cinco gols, ela lidera a artilharia.

Por outro lado, é bem verdade que o Corinthians encontra na Libertadores um cenário parecido com o que vive no futebol brasileiro: o de ser o clube a ser batido. Além de maior campeão do torneio, com seis títulos, o Timão busca nesta temporada o tetracampeonato consecutivo.

Para isso, conta com um arsenal ofensivo que representa o melhor ataque da competição. São 21 gols marcados e somente dois sofridos numa campanha de 100% de aproveitamento.

Titular da seleção brasileira, a meia Duda Sampaio divide com a companheira Vic Albuquerque o posto de vice-artilheira, com quatro gols — além de uma e três assistências, respectivamente. Portanto, ainda que o duelo dentro de campo tenda a ser equilibrado, é inegável que o histórico na competição e os confrontos recentes entre os clubes colocam o Corinthians como favorito ao título.

Até porque a equipe paulista também eliminou o Cruzeiro do Brasileirão Feminino deste ano, com placar agregado de 4 a 1 nas quartas de final. Domínio brasileiro

Ainda assim, quando se analisa a decisão por uma ótica mais ufanista, é possível perceber nos clubes a mesma predominância brasileira vista entre as seleções sul-americanas. Acostumada a complicar a vida da seleção brasileira, a Colômbia teve o Santa Fe-COL como pedra no sapato do Palmeiras.

Após uma temporada instável, as alviverdes foram eliminadas pelas colombianas nas quartas de final, nos pênaltis, após empate em 2 a 2 no tempo normal. No entanto, o fato de o Brasil caminhar para o 15º título da Libertadores em 18 edições, sendo o oitavo consecutivo, já traduz o domínio do futebol brasileiro no cenário sul-americano.

A explicação passa pelo fato de que, embora ainda esteja atrás das principais potências mundiais do futebol feminino, o Brasil oferece, no continente sul-americano, melhores estruturas, competições internas mais fortes e maior capacidade financeira. É um panorama semelhante ao do futebol masculino, apesar da eliminação do Flamengo para o Estudiantes-ARG nesta temporada: os últimos sete campeões da Libertadores foram brasileiros.

Neste ano, o Palmeiras será o representante do país na disputa pelo troféu. Diferença entre prêmios

Quando o assunto são as premiações, a competição encontra enorme diferença entra sua versão para homens e a para mulheres. O clube campeão da Libertadores Feminina receberá US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,8 milhões na cotação atual), valor que não é atualizado há três temporadas.

Já o vencedor do torneio masculino ficará com quantia muito maior: US$ 25 milhões (R$ 136 milhões), US$ 1 milhão a mais que em 2025, só pelo título. O total acumulado do campeão chegará a US$ 40 milhões (R$ 217 milhões).

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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