O fim de semana foi de decisões no 44º Intercolegial O GLOBO/Sesc. No sábado (19), o Sesc São João de Meriti recebeu as finais do basquete, com quatro categorias e títulos para Censa, Colégio Gama e ADN. Já neste domingo (20), foi a vez da natação, no Sesc Nova Iguaçu, que reuniu 227 inscrições confirmadas e 56 provas, entre disputas individuais e revezamentos. O Intercolegial O GLOBO/Sesc é realizado pelo GLOBO, com patrocínio do Sesc-RJ e apoio da Afya. Saúde: Preferência pessoal deve ser critério para escolher o exercício de jovem que quer perder peso Veja os resultados: Tabela do vôlei de praia do Intercolegial 2026 Além das competições, os dois dias tiveram ações para aproximar os estudantes de atletas que já vivem ou viveram o esporte de alto rendimento. No sábado, o Sesc levou ao ginásio jogadores do time Flamengo para conversar com os participantes. Daniel e Igor, de São Paulo, e JP, do Rio, falaram sobre suas trajetórias e sobre como o esporte escolar pode abrir portas. — Para a gente é muito importante estar aqui hoje, até porque já estivemos no lugar dessa garotada. Estar aqui prestigiando e representando o Flamengo é um orgulho. Estar aqui incentivando os jovens é muito gratificante para a gente. O esporte ensina e abre portas. Quero agradecer ao Sesc e ao Flamengo por nos darem essa oportunidade — disse Daniel. Igor lembrou que, há três anos, ainda disputava competições escolares em São Paulo: — Hoje estou aqui. O esporte abriu portas. Quero agradecer ao Flamengo e ao Sesc por isso. Carioca, JP também conhece de perto o Intercolegial. Ele já disputou a competição pelo ADN e por outros colégios, como Max e Santa Mônica, e reencontrou no sábado alunas da escola, que ganhou em duas categorias femininas. — Acho muito maneiro a atitude do Sesc de trazer as crianças aqui. Já joguei muito o Intercolegial e estou feliz de estar aqui. Os atletas de basquete do Flamengo Diego, JP e Igor posaram com atletas do Intercolegial Lana Costa Para Cândido Medeiros, analista de esporte e recreação do Sesc São João de Meriti, a experiência dos atletas ajuda a mostrar aos estudantes que a formação esportiva vai além da quadra. — O esporte não anda sozinho, ele caminha com a família e a educação. Esse é o tripé que vai sustentar vocês. Os jogadores convidados apontaram família, perseverança e coragem como palavras importantes em suas trajetórias desde a infância até a chegada aos grandes clubes — disse Cândido, em conversa com atletas. Gama, Censa e ADN levam os títulos no basquete Nas quadras, o sábado foi marcado por oito partidas decisivas. No sub-15 masculino, o Colégio Gama venceu o GEO Félix Mieli Venerando por 36 a 29 e ficou com o título. O armador Davi Rodrigues, de 15 anos, destacou a preparação da equipe para superar a pressão adversária: — Foi um jogo apertado, com uma equipe muito forte. No começo foi mais tranquilo, mas depois eles começaram a colocar pressão. A gente conseguiu cadenciar o jogo e sair daqui campeão. O segredo é muito treino e muito esforço. No sub-18 masculino, o Censa, de Campos dos Goytacazes, bateu o Solar Meninos da Luz por 53 a 15 e conquistou o sexto título da categoria. Para o armador Davi Pedra, de 18 anos, que fez sua despedida do Intercolegial, o resultado é consequência do trabalho desenvolvido pela escola: — No Censa, o basquete é conhecido como o esporte mais forte. A gente ganha a maioria dos campeonatos e vai de frente com equipes de atletas federados. Esse grupo é um exemplo do trabalho que vem sendo feito. Eu entrei no Censa no ano passado e, para mim, foi uma fase de crescimento como pessoa e como atleta. Eu amadureci muito, conheci gente nova e fiz essa família do basquete do colégio. Esses caras são como irmãos para mim. E a escola também tem um ensino muito bom, não é só o basquete. Dobradinha: Santa Mônica Rede de Ensino conquista penta no masculino e título inédito no feminino do vôlei de praia do Intercolegial O ADN ficou com os dois títulos femininos. No sub-15, venceu o GEO Dr. Sócrates por 53 a 11. No sub-18, derrotou o Instituto Loide Martha por 24 a 9. Técnico das equipes, Guilherme Vos atribuiu a sequência de bons resultados ao compromisso das jogadoras com os treinamentos. Segundo ele, as equipes mantêm a preparação ao longo de todo o ano. — O ponto forte do meu grupo é o compromisso e a dedicação que essas atletas têm com o treino. É através do treino que fazemos a melhor participação. Quando temos atletas assim, com essa vontade de disputar e treinar, as chances de as coisas darem certo aumentam. A gente tenta manter a atividade desde que as aulas começam até chegar a época do Intercolegial. Esse compromisso com o treinamento é o ponto alto do nosso grupo — disse o treinador do ADN. Com os resultados deste sábado, o ADN chegou ao tricampeonato no sub-15 e ao bicampeonato no sub-18. Nas disputas de terceiro lugar, o Solar Meninos da Luz ficou com a medalha de bronze no sub-15 masculino, ao vencer o Colégio Mercúrio por 34 a 5. No sub-18 masculino, o terceiro lugar foi do Colégio Gama, que derrotou o João Paulo I por 57 a 32. No feminino, o GEO Nelson Prudêncio foi o terceiro colocado no sub-15, contra Colégio Marista São José por 18 a 13, enquanto o Gama terminou em terceiro no sub-18. Natação reúne 227 inscrições No domingo de sol forte, o Sesc Nova Iguaçu recebeu a etapa de natação do Intercolegial. Foram 56 provas, entre disputas individuais e revezamentos, com quatro troféus para os federados e quatro para os não federados. Ao todo, foram 227 inscrições confirmadas, além de 53 ausências entre as inscrições individuais. O Sesc Nova Iguaçu recebeu 227 atletas de natação neste domingo ensolarado Lívia Neder O Sesc levou o nadador Artur Saradinho para participar da programação e entregar medalhas aos competidores. Aos 20 anos, ele começou a nadar ainda bebê, por orientação médica, e passou pelo Tijuca Tênis Clube e pelo Flamengo antes de defender o Sesc RJ. Para ele, a competição ajuda a aproximar estudantes de diferentes redes e reforça o papel do esporte na formação dos jovens: — O Intercolegial é uma excelente competição, uma maneira de unir tanto as escolas públicas quanto as escolas privadas para ter um objetivo só, que é realmente se divertir dentro do esporte. A gente incentiva isso não só no esporte, mas na vida mesmo. As crianças devem ser disciplinadas, mas de forma leve, feliz. Elas não vêm aqui para se desgastar, mas realmente para se divertir. Entre os federados, o Colégio Zerohum foi o destaque entre os meninos. A escola venceu as categorias sub-14 e sub-18 masculinas. No sub-14, somou 101 pontos, com seis ouros, duas pratas e um bronze. No sub-18, fez 72 pontos, com dois ouros, uma prata e dois bronzes. O Zerohum também teve um dos destaques individuais da competição: Diogo Silva Teixeira, de 14 anos. O nadador foi ouro nos 100m borboleta e integrou os revezamentos campeões do 4x100m livre e do 4x100m misto na categoria sub-14.
Diogo começou a nadar aos seis anos e passou a competir em 2019. Em 2022, tornou-se federado. Ele conta que, no início, os resultados não apareciam, mas a mudança na rotina de treinos fez diferença: — No começo eu não ganhava nada, chegava bem atrás. Depois comecei a treinar, fazer treinos mais intensos, comecei a crescer, baixar os tempos e cheguei onde estou hoje. Saúde: Preferência pessoal deve ser critério para escolher o exercício de jovem que quer perder peso O atleta entrou no Zerohum em 2024, depois de conhecer a escola por meio de uma divulgação em sua antiga instituição. Foi aprovado em uma seleção e conseguiu uma bolsa de estudos. No ano passado, já havia conquistado duas medalhas de ouro no Intercolegial. Entre as meninas federadas, o Santa Mônica Rede de Ensino venceu o sub-14, com 87 pontos, enquanto o Colégio Pedro II ficou com o título sub-18, com 73 pontos. Nos não federados, quatro escolas diferentes terminaram como campeãs. O Santa Mônica venceu o sub-14 feminino, com 70 pontos; o Loide Martha levou o sub-18 feminino, com 66; o Odete São Paio ficou com o sub-14 masculino, com 56; e o Cerc conquistou o sub-18 masculino, com 77 pontos. Dos atletas inscritos este ano na natação, aproximadamente 32,5% são federados e 67,5% não federados. As meninas representam 52,7% dos participantes, contra 47,3% de meninos.
O Globo