Fim do dinheiro nos ônibus do Rio: Cavaliere critica reação da Alerj e associa dinheiro vivo à ‘máfia’

Fim do dinheiro nos ônibus do Rio: Cavaliere critica reação da Alerj e associa dinheiro vivo à ‘máfia’

 

Fonte: Bandeira



O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), criticou na manhã deste sábado a reação de parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ao plano da prefeitura de extinguir gradualmente o pagamento em dinheiro nos ônibus municipais e afirmou que a circulação de cédulas favorece “o esquema da máfia”. A declaração foi feita nas redes sociais, em resposta a um projeto apresentado na Alerj que proíbe estabelecimentos comerciais e prestadores de serviço de recusarem pagamentos em espécie. A proposta surgiu após a prefeitura anunciar medidas para ampliar os meios digitais no transporte público da capital.

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“É estarrecedor que não escondem a preferência pela circulação de dinheiro vivo na Alerj. O temor da modernização que iniciamos na cidade do Rio chegar ao Estado do RJ pelo visto incomodou o esquema da máfia”, escreveu Cavaliere.

Na publicação, o prefeito também afirmou que “quem gosta de dinheiro vivo circulando em caixa de sapato, cofre e mala é bandido” e disse que o município continuará avançando na digitalização do sistema de transportes.

Prefeito do Rio disparou contra a Alerj na manha deste sábado

Reprodução

Segundo Cavaliere, atualmente cerca de 95% das passagens de ônibus no Rio já são pagas sem o uso de dinheiro em espécie. A prefeitura argumenta que a retirada gradual das cédulas dos coletivos pode reduzir assaltos, acelerar o embarque e aumentar o controle sobre a arrecadação das empresas de ônibus.

O projeto citado pelo prefeito foi protocolado na Alerj como reação à medida da administração municipal. O texto prevê que estabelecimentos comerciais não possam recusar cédulas e moedas em transações presenciais no estado do Rio.

Na sexta-feira, Cavaliere anunciou que os usuários poderão pagar as passagens por Pix diretamente nos validadores instalados nos ônibus e terminais da cidade. A opção começa a ser oferecida aos passageiros a partir da próxima terça-feira. Também haverá a ampliação dos pontos físicos para aquisição dos cartões para usar o transporte público. Segundo ele, o cartão unitário carregado para apenas uma viagem poderá ser comprado com dinheiro em cerca de 700 bancas de jornal da cidade a partir da próxima terça-feira, dia 26 de maio.

—O pagamento com o Pix será por meio de QR Code. O usuário vai aproximar o celular do validador, que registrará o pagamento da viagem. Essa forma de pagamento também passa a valer no mesmo dia para outros modais da cidade: VLTs, BRTs, vans e cabritinhos — explicou o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes.

O preço do cartão será de R$ 5, tarifa hoje adotada no transporte público municipal. A partir do dia 30, como já havia sido anunciado, o pagamento em dinheiro não será mais aceito. Nesse fim de semana, Cavaliere acredita que será alcançada a marca de 95% das viagens sem uso de dinheiro. Uma experiência piloto teve início no domingo passado pela linha 634 (Bananal-Saens Pena).

Em seguida, em data ainda a ser definida, será possível pagar pelo serviço com cartão de débito e crédito após ajustes nos validadores. Arraes explicou que esse pagamento será pela função de aproximação (tecnologia NFC). O cronograma será detalhado na próxima semana.

Nas redes, o prefeito afirmou que haverá outros 1.100 pontos de recarga em dinheiro distribuídos por todas as regiões do município, incluindo bancas de jornais.

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