Fim de Expediente recebe Milton Jung e Rusty Marcellini em edição especial de 20 anos no ES
Em comemoração aos 20 anos do programa, o Fim de Expediente realizou uma edição especial com plateia em Vitória, no Espírito Santo. Para a ocasião, os apresentadores receberam o jornalista e também apresentador da CBN, Milton Jung, e o pesquisador e comentarista de gastronomia na rádio, Rusty Marcellini.
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Ao pensar nas últimas décadas, Milton Jung diz acreditar que o jornalismo não está entre os fatores que mais mudaram. Apesar da atuação ter se atualizado, a rádio e o “fazer jornalístico” seguem fortes:
“(O Fim de Expediente) é uma forma diferente de fazer rádio, mesmo dentro da CBN. Mas não foi só a comunicação que mudou, as coisas têm mudado e de forma muito velosa. A comunicação se adaptou a esse novo momento e só por isso o rádio segue perseverando”, diz.
Milton Jung é convidado do Fim de Expediente
Carlos Alberto Silva/A Gazeta; Beatriz Heleodoro/ CBN Vitória
Diante de todos os avanços tecnológicos que afetam a comunicação, o apresentador do Jornal da CBN acredita que a importância da rádio continua sendo clara:
“A rádio está em todas as plataformas, mas sem deixar de ser rádio. É uma forma de se comunicar, independemente de onde estamos (nas redes). As novas mídias ainda não aprenderam algo que o rádio faz: o ouvinte quer a informação certa em primeira mão. O jornalismo é a busca constante da verdade possível. A verdade se constrói e nós temos que acompanhar isso. Mas não pode se precipitar sem confirmá-la. É isso que nos diferencia e gera reputação”, afirma.
Outras mudanças
Comentarista da rádio no quadro “CBN Sabores” desde 2009, Rusty Marcellini também acompanhou os avanços do veículo nos bastidores e conta que se sente próximo aos ouvintes desde o início.
“As pessoas sentem uma amizade por mim, porque a rádio nos aproxima muito. Ela deixa a personalidade da pessoa mais viva”, diz.
Programa especial de 20 anos do Fim de Expediente
Carlos Alberto Silva/A Gazeta; Beatriz Heleodoro/ CBN Vitória
Quanto às mudanças sociais nessas últimas décadas, o convidado afirma que, diante de tantas novidades no setor gastronômico, tornou-se até difícil distinguir “o que é bom e o que é ruim”.
“Mudamos muito no ramo da gastronomia, da alimentação. Hoje, tudo vem até nós, então passamos a ficar preguiçosos. A gente está comendo melhor, sabe reconhecer o que é bom. As referências mudaram, é até difícil sabermos quais são. Todo mundo está cozinhando no Instagram, mas também temos acesso a coisas de melhor qualidade”, completa.
