A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da reeleição, o pacote fiscal e o revogaço de normas e regras para desburocratizar a economia são prioridades dos primeiros 100 dias de um eventual governo do candidato à presidência da República Flavio Bolsonaro (PL), afirmou a coordenadora do plano econômico da campanha do senador carioca, Daniella Marques. Em evento organizado pelo Esfera Brasil, Marques afirmou que o fim da reeleição ajudará o governo a focar nas próximas gerações, em vez "das próximas eleições", e também permitirá que o novo chefe do Executivo compactue com o Congresso um "pacto de autocontenção, para recuperar credibilidade e permitir que a curva de comece a cair". "Existe consenso, entre economistas, que essa é a medida mais urgente para o Brasil. O problema está aí e está refletido no balanço das empresas e das famílias e, se não mudar, o resultado vai ser muito drástico", afirmou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante a gestão Jair Bolsonaro. Também presente no painel, Adolfo Sachsida, ex-secretário da política econômica de Jair Bolsonaro e integrante do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que a ideia é encaminhar um grande número de medidas nos primeiros dias de governo para colocar o Brasil no caminho da prosperidade em 18 meses. Ele reiterou também o compromisso de Flávio em reduzir o IOF ao patamar de 2022 e acabar com o imposto de exportação do petróleo. Questionada sobre a reforma tributária aprovada em 2023, Marques afirmou que a campanha é favorável ao desenho do arcabouço construído, mas criticou a colcha de retalhos de exceções, que resultou em uma alíquota "impagável". Ela, no entanto, sinalizou que não trabalha para reverter o desenho. "Não acho que valha fazer uma rediscussão legislativa, mas temos grupo técnico para tratar do assunto. Através do diálogo, vamos aprimorar a reforma para que tenha o impacto desejado e não seja judicializada", disse.
Daniella Marques Luciana Whitaker/Valor
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