Fim da janela partidária e prazo de desincompatibilização alteram cenário político em SP

 

Fonte:


Dois prazos importantes do calendário eleitoral terminaram neste fim de semana e já provocam mudanças no cenário político em São Paulo. A chamada janela partidária, que permite a troca de partido sem perda de mandato, e a desincompatibilização de cargos, que obriga o afastamento de funções públicas para quem pretende disputar as eleições, movimentaram partidos e parlamentares nas últimas semanas.

Com popularidade em queda, Lula aposta em 'pacote de bondades' pré-eleitoral

Relator da CPI do Crime Organizado diz ter reunido assinaturas para prorrogar comissão

O partido de Gilberto Kassab saiu como principal vencedor da janela partidária na Assembleia Legislativa de São Paulo e agora ocupa a terceira maior bancada da Casa, com 11 deputados — quase o triplo das 4 cadeiras que tinha antes das trocas.

Na nova configuração, o PL segue na liderança, com 22 parlamentares, enquanto o PT mantém o segundo lugar, com 18 cadeiras. União Brasil e Republicanos aparecem empatados na quarta posição, com 9 deputados cada.

A Alesp tem 94 deputados estaduais. A expectativa é que cerca de 82% deles, o equivalente a 77 parlamentares, disputem a reeleição. Outros 12% devem concorrer à Câmara dos Deputados, e cerca de 5% ainda não definiram o caminho eleitoral. Entre os indecisos está o presidente da Casa, André do Prado, do PL, um dos nomes cotados para a disputa ao Senado.

O cenário também evidencia o enfraquecimento de partidos tradicionais. O PSDB encolheu cerca de 75% e passou de 8 para apenas 2 deputados. Já siglas menores, como Cidadania, PDT e Rede, deixaram de ter representação na Casa, enquanto o recém-criado Missão passa a contar com um parlamentar.

Na Câmara Municipal de São Paulo, onde não há eleição neste ano, cerca de 35% dos vereadores devem disputar outros cargos: 16% para deputado federal, 13% para deputado estadual e 5% ainda indefinidos, dentro de um total de 55 cadeiras.

Apesar das trocas partidárias, ainda não há impacto imediato na composição da Câmara, já que os suplentes só assumem caso os vereadores se elejam em outubro. Um dos movimentos recentes foi o retorno do vereador Sidney Cruz ao Legislativo após deixar a Secretaria Municipal de Habitação.

Nos bastidores, já há nomes cotados para as disputas. Para deputado federal, aparecem como possíveis candidatos Lucas Pavanato, do PL, Adrilles Jorge, do União Brasil, Cris Monteiro, do NOVO, Danilo do Posto de Saúde, do Podemos, Eliseu Gabriel, do PSB, Rubinho Nunes, do União Brasil, além de Sandra Tadeu e Zoe Martínez, ambas do PL.

Já para deputado estadual, são citados Marina Bragante, recém-filiada ao PSB, Keit Lima, do PSOL, Sandra Santana, do MDB, e Sonaira Fernandes, do PL, além do próprio Sidney Cruz, do MDB.

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo esclarece, no entanto, que as candidaturas só serão oficializadas durante as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, com registro até 15 de agosto. Até lá, as articulações e possíveis mudanças seguem em aberto.