Filme de Rafa Kalimann em evento no Festival de Cannes recompõe história real de mulher abusada por irmãos
A influenciadora digital Rafa Kalimann apresentou, na última terça-feira (19), no Marché du Film — evento relacionado ao Festival de Cannes, na França — o longa-metragem "Minha querida Alice", produzido e estrelado por ela. A trama, dirigida por Rogério Sagui e Samuel Machado, acompanha os reveses de uma jovem abusada e violentada sexualmente pelos próprios irmãos. O caso é inspirado num caso real que aconteceu no Brasil, segundo os roteiristas.
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Além de Rafa, estão no elenco os atores Jackson Antunes, Cyria Coentro, Bruno Cabrerizo e Pedro Lamin, entre outros. "Esta é uma história que precisava ser contada com coragem e sensibilidade. Um filme que retrata uma realidade triste, mas existente no nosso país e no mundo", comentou Rafa Kalimann, em publicação nas redes sociais.
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No mesmo depoimento, para divulgar o filme, Rafa Kalimann lembrou que, "o Brasil, uma mulher a cada seis minutos sofre violência sexual e, em 87,4% dos casos, isso acontece onde deveríamos nos sentir mais seguras, em casa e por pessoas próximas", como explanou. "E é representativo estar aqui. Cannes é um evento focado em arte, liberdade criativa. É onde cinema, moda e cultura se encontram de uma forma única."
O que é o Marché du Film?
Criado em 1959, o Marché du Film (Mercado de filmes, em tradução livre) se consolidou como o mercado oficial do Festival de Cannes. Ao longo de quase sete décadas, tornou-se um espaço estratégico para produtores, distribuidores, agentes de vendas e programadores apresentarem projetos, fecharem acordos e articularem novas parcerias internacionais.
Está ali uma oportunidade, para quem controla os direitos de distribuição de novos filmes — normalmente agentes de vendas e produtores —, de apresentar seus produtos a compradores desses direitos, como distribuidores e emissoras. Há vários andares de estandes, onde vendedores exibem trailers e materiais promocionais de seus filmes. Reuniões acontecem nesses espaços, mas também em bares, cafés, pavilhões, iates e quartos de hotel espalhados por Cannes.
Mais do que uma plataforma de negócios — com exibições que tem custos, para os produtores, entre 909 euros (o equivalente a R$ 5,3 mil reais) e 2.460 euros (algo em torno de R$ 14,3 mil), segundo documento disponibilizado pelos organizadores —, o evento também opera como termômetro da indústria audiovisual. É ali que tendências ganham força, tecnologias são debatidas e caminhos para o cinema mundial começam a ser desenhados, num ambiente marcado pelo intercâmbio criativo e comercial entre diferentes culturas.
