Filhos de centenários tendem a viver mais e ter menos doenças do coração; aponta novo estudo - QTU Questões do Universo

Filhos de centenários tendem a viver mais e ter menos doenças do coração; aponta novo estudo

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Estudo realizado por pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine e publicado na revista JAMA Network Open mostrou que se um dos seus pais viveu até os 100 anos, você provavelmente viverá bastante também.
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Pesquisa, a maior já realizada com descendentes de centenários, reforça a evidência de que a longevidade excepcional e o envelhecimento saudável são hereditários e sugere que fatores biológicos herdados podem ajudar a explicar essas vantagens além do estilo de vida.
“Os centenários — pessoas que vivem até os 100 anos ou mais — oferecem informações cruciais sobre o que significa envelhecer bem.
Queríamos saber se eles transmitem sua boa saúde e longevidade para seus filhos — e, em caso afirmativo, se essas vantagens podem ser explicadas por hábitos saudáveis ou se algo mais fundamental, como a genética, está em ação”, afirmou Sofiya Milman, professora de medicina e genética na Einstein, vice-presidente de pesquisa do departamento de medicina e autora sênior do estudo.
A pesquisa analisou dados de 2.319 filhos de centenários que participaram de três estudos de longo prazo nos Estados Unidos e Reino Unido.
Os participantes foram comparados a 2.703 pessoas que perderam os pais quando os genitores tinham, no máximo, 85 anos.

Os resultados mostraram que esses herdeiros têm 33% menos chance de ter doenças cardíacas e risco 32% menor de ter hipertensão.
Em qualquer momento da vida, eles têm 42% menos chance de morrer de causas naturais.

Além disso, esses desfechos tenderam a ocorrer mais tarde na vida dos descendentes de centenários: em média, a morte ocorreu cerca de três anos mais tarde e a hipertensão cerca de cinco anos mais tarde.
Ter um dos pais centenários não conferiu proteção clara em relação a acidente vascular cerebral e câncer.

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Os benefícios da longevidade seguiam mesmo considerando fatores de estilo de vida, como tabagismo, uso de álcool, exercício e dieta, status socioeconômico e educação.

“Hábitos saudáveis continuam sendo importantes para todos.
No entanto, algumas pessoas provenientes de famílias com longevidade excepcional parecem desfrutar de vantagens biológicas que as ajudam a manter a saúde, apesar dos fatores ambientais e comportamentais que afetam a todos nós”, explicou o principal autor do estudo, Eric Reed, em comunicado à imprensa.

Os cientistas não sabem afirmar com certeza o porquê isso acontece, mas dizem que o estudo mostra fortes evidências de que as famílias de centenários têm vantagem no envelhecimento saudável.

“Este estudo não foi concebido para identificar as características hereditárias específicas que beneficiam os filhos de centenários.
No entanto, estudar famílias com longevidade excepcional pode fornecer uma perspectiva única sobre a biologia do envelhecimento saudável.
Nossas descobertas oferecem uma forte justificativa para estudar centenários e suas famílias a fim de descobrir os fatores biológicos que promovem a longevidade e protegem esses indivíduos de doenças relacionadas à idade”, explicou Milman.

Os cientistas agora esperam que a descoberta desses fatores possa criar tratamentos que imitem os efeitos dos mecanismos naturais de longevidade, ajudando potencialmente pessoas que não herdaram uma longevidade excepcional a viver vidas mais longas e saudáveis.