Filho de subsecretário de Direitos Humanos é suspeito de estupro coletivo em Copacabana

 

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Um dos jovens apontados como foragidos por envolvimento em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, é filho de um subsecretário do governo estadual. O caso ocorreu no dia 31 de janeiro e é investigado pela Polícia Civil.


O suspeito é Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, advogado com atuação na área de direitos humanos e atual subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.


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Quem é o subsecretário citado no caso


De acordo com currículo disponível no site oficial do governo do Rio, José Carlos Costa Simonin ocupa cargos em diferentes conselhos estaduais. Ele é:


Integrante titular do Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP);

Membro do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (FISED);

Vice-presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS/RJ);

Participante da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (PEDES);

Subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.


Até o momento, não há informações sobre manifestação pública do subsecretário a respeito do caso.


Sobre o caso


Segundo o inquérito da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), a adolescente foi convidada por um colega de escola para ir ao apartamento de um amigo dele. Inicialmente, ela foi orientada a levar uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.


Em depoimento, a adolescente, que estava acompanhada da avó, falou que o menor de idade a convidou para ir ao apartamento de um amigo dele. A adolescente revelou que teve um relacionamento com o menor entre 2023 e 2024 e que, desde então, não se encontravam.


Ao chegar no prédio, o menor informou à adolescente que dois amigos dele estariam no local e insinuou que fariam “algo diferente” — ação recusada pela adolescente. Em um quarto do imóvel, enquanto os menores mantinham relação sexual, os jovens entraram no cômodo e passaram a fazer comentários. De acordo com a adolescente, um deles a tocou sem consentimento.


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Em seguida, os maiores de idade tiraram as roupas e passaram a beijar e apalpar a adolescente. Conforme relato, ela foi obrigada a fazer sexo oral e sofreu penetração de todos. Além disso, a adolescente levou tapas, socos e um chute no abdômen.


Durante o crime, a adolescente tentou sair do quarto, mas foi impedida. Quando deixou o apartamento, ela mandou uma mensagem de áudio ao irmão informando que acreditava ter sido vítima de estupro. Ao contar à avó o que aconteceu, elas procuraram a delegacia para registrar o caso.


Quem são os suspeitos


Quatro homens maiores de idade foram indiciados por estupro com concurso de pessoas:


Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos

João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos

Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos

Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos


O adolescente que convidou a vítima também é investigado, mas seu caso foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não foi divulgada.


O Serrano FC anunciou o afastamento imediato de João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão de seu contrato após expedição de mandado de prisão. Já o Colégio Pedro II abriu processo administrativo para desligar dois estudantes envolvidos.


Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo. (Divulgação/Disque Denúncia)