Filha de Zé Ramalho, Linda Ramalho leva rock, versões de Pitty e músicas autorais à Tijuca

Filha de Zé Ramalho, Linda Ramalho leva rock, versões de Pitty e músicas autorais à Tijuca

 

Fonte: Bandeira



Filha do cantor e compositor Zé Ramalho, Linda Ramalho sobe ao palco do Centro de Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, nesta sexta-feira, às 19h, para apresentar o show “Linda Rocks”. O espetáculo marca o lançamento do projeto “Linda Ramalho Ao Vivo”, recém-lançado em álbum digital e audiovisual, e reúne músicas autorais, clássicos do rock nacional e releituras de canções que fazem parte da trajetória musical da artista.

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Mais madura artisticamente, mas mantendo a energia rock and roll dos projetos anteriores, a cantora e compositora aposta em uma apresentação que, segundo ela, traduz melhor sua potência no palco do que em estúdio.

— O show representa não só um passo à frente, mas também uma maneira de mostrar o meu trabalho de outra forma: ao vivo. Para quem nunca foi a uma apresentação minha, vai ver que ao vivo é melhor do que em estúdio, pela energia que eu passo — afirma Linda.

O repertório mistura composições autorais como “Confia”, “Same Bad”, “Adrenalina”, “Quem é Quem?” e “Buracos” com sucessos de Pitty, uma das principais influências da artista. Entre as escolhidas estão “Equalize”, “Anacrônico” e “Memórias”. Também entram no setlist releituras de músicas de Zé Ramalho, como “Chão de giz”, “Vila do sossego”, “Terceira Lâmina”, “Dança das borboletas” e “Eternas ondas”.

Segundo Linda, a identidade musical do projeto foi construída observando a conexão do público com determinadas interpretações e versões.

— A identidade foi construída aos poucos. Fui vendo o que as pessoas mais gostavam de ouvir e seguindo o caminho. É uma das formas de criar identidade musical: fazendo versões que ficam tão boas, tão a sua cara, a ponto de parecer que as canções são suas — diz.

A influência da cantora Pitty atravessa não apenas o repertório, mas também a própria trajetória de Linda. Ela lembra que conheceu a artista ainda criança, em um encontro ligado ao pai, e afirma que teve papel importante em sua formação musical.

— Eu digo no meu show que não estaria ali, no palco, se não fosse pela Pitty. Geralmente as músicas dela cabem perfeitamente no meu tom. Temos uma voz grossa, potente e com drive — conta, usando o termo do universo do rock para definir um timbre mais rasgado e intenso.

As releituras de Zé Ramalho também carregam um significado especial no espetáculo. Para a cantora, revisitar essas músicas é também uma forma de reencontrar momentos importantes da própria trajetória.

— Revisitar essas músicas de forma afetiva é o lado mais divertido da coisa. Claro que é um trabalho sério, que exige concentração, mas você precisa estar relaxado; vai tocar muito melhor. A parte da diversão é fundamental para que o artista possa desempenhar bem o seu trabalho — afirma.

Os arranjos do show passeiam entre o pop rock e pitadas de hardcore, sem abandonar o rock como eixo principal. No palco, Linda assume voz e violão em “Coisas que eu sei” e divide a cena com João Fessih, no baixo e vocais; Caco Braga, na bateria e vocais; e Diogo Lopes, na guitarra.

O show será realizado no Centro de Música Carioca Artur da Távola, na Rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca. Os ingressos custam R$ 60.

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