Filha de Junior Lima e Monica Benini tem síndrome nefrótica, condição que provoca perda de proteínas pelos rins; entenda - QTU Questões do Universo

Filha de Junior Lima e Monica Benini tem síndrome nefrótica, condição que provoca perda de proteínas pelos rins; entenda

Fonte: Bandeira da fonte

Há um ano, Junior Lima e a esposa, Monica Benini, revelaram que a filha, Lara, de quatro anos, havia sido diagnosticada com síndrome nefrótica, uma condição que afeta os rins e provoca a perda excessiva de proteínas pela urina.
Desde então, a menina segue em acompanhamento médico e, segundo os pais, apresenta avanços no tratamento.
Em entrevista à Quem, Monica contou que a família tem percebido uma evolução positiva no quadro da filha.
"Acho que estamos tendo maravilhosos avanços assim.
E é isso, entendendo o corpo como um todo", afirmou.
Junior também falou sobre o momento vivido pela família e destacou que o tratamento exige acompanhamento e atenção constantes.
"Como toda doença que não é tão exata assim, na verdade é uma síndrome, é um dia após o outro.
Mas estamos em um bom caminho.
Estamos bem, graças a Deus", disse o cantor.

O que é a síndrome nefrótica?
A síndrome nefrótica acontece quando os glomérulos, pequenos filtros presentes nos rins, permitem que uma quantidade excessiva de proteínas passe do sangue para a urina.
Com a redução da proteína no sangue, especialmente da albumina, líquidos podem se acumular em diferentes regiões do corpo, provocando edema.
De acordo com José Neto, diretor do Departamento de Nefrologia Clínica da Sociedade Brasileira de Nefrologia, as causas da síndrome são variadas e podem estar relacionadas a diferentes doenças.
Entre as manifestações mais características estão o inchaço, que pode ser intenso, a urina espumosa e alterações nos exames laboratoriais, como aumento do colesterol e redução da albumina.
"O tratamento é direcionado à causa e, muitas das vezes, é necessário fazer uma biópsia renal.
As medicações são variadas, desde diuréticos a imunossupressores", explica o especialista.
Na infância, a síndrome nefrótica costuma aparecer principalmente entre os dois e os nove anos.
O tipo mais frequente nessa faixa etária é a doença de lesões mínimas, que geralmente responde bem ao tratamento com corticoides.
Quais são os sintomas?
O inchaço, chamado de edema, costuma ser um dos primeiros sinais.
Ele pode aparecer ao redor dos olhos, principalmente pela manhã, e também nas pernas, braços, abdômen e, em alguns casos, na região genital.
A criança também pode apresentar urina com aspecto espumoso.
Como o inchaço ao redor dos olhos pode ser confundido com alergias, a realização de exames de urina é importante para investigar a presença de proteínas.
O nefropediatra Olberes Vitor Braga de Andrade, membro do Departamento de Nefrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Nefrologia, ressalta que o diagnóstico precoce é importante para o acompanhamento adequado.
"Muitas vezes, a síndrome nefrótica é confundida com outras enfermidades, incluindo quadros alérgicos.
Esses pacientes podem apresentar predisposição a infecções, seja pela própria síndrome ou pelo tratamento preconizado, o qual é fundamental", afirma.
Síndrome nefrótica tem cura?
A evolução depende da causa e da resposta de cada paciente ao tratamento.
Na forma mais comum em crianças, a doença de lesões mínimas, cerca de 80% dos pacientes entre dois e nove anos respondem ao tratamento em três a quatro semanas, com desaparecimento da proteína na urina e do inchaço.
Apesar disso, algumas crianças podem apresentar recidivas, ou seja, o retorno da perda de proteína pela urina.
Nesses casos, pode ser necessário repetir o tratamento ou associar outras medicações.
"É importante lembrar que essa doença não é contagiosa e a criança pode ser muito bem cuidada e precisa de um acompanhamento a longo prazo", explica Olberes.
Por isso, diante de sinais como inchaço persistente ou alterações na urina, a orientação é procurar o pediatra ou um nefrologista pediátrico.
O acompanhamento permite monitorar a resposta ao tratamento e identificar eventuais recidivas.