O NEET, exame nacional que concentra o acesso às vagas de Medicina na Índia, reuniu quase 2,3 milhões de inscritos em 2026. É uma das disputas mais intensas do mundo por uma vaga universitária e, em um país marcado por forte desigualdade social, o resultado costuma alterar a trajetória econômica de famílias inteiras. Neste ano, esses candidatos passaram a contar com um modelo de preparação criado a 15 mil quilômetros dali, no mercado brasileiro de vestibulares. A Filadd, melhor cursinho online do Brasil, iniciou sua operação indiana em parceria com a Padhle, startup local de preparação pré-universitária. Da união nasceu a Padhle by Filadd, marca que passa a representar a companhia no país, com estreia focada no NEET. É a primeira operação da edtech fora da América Latina e, segundo a empresa, o primeiro caso de um cursinho brasileiro que exporta uma metodologia inteira de preparação, e não apenas uma plataforma de conteúdo. Uma trajetória que passou por quatro países antes de chegar à Índia A companhia começou em 2016, em Córdoba, na Argentina. A expansão seguiu para o Chile e a Colômbia e, em 2021, ano em que integrou o batch S21 da aceleradora americana Y Combinator, chegou ao Brasil. O país se tornou rapidamente o maior mercado da empresa, que hoje soma mais de 3 milhões de estudantes na região. Foi também o mercado que mais alterou o produto. O Brasil acumula mais de cinquenta anos de um setor de pré-vestibulares competitivo, caro e emocionalmente desgastante. O Enem 2026 confirmou 5.055.818 inscritos, alta de 5,08% sobre a edição anterior e o maior contingente desde 2022, segundo o Inep. Ao lado do exame convivem dezenas de vestibulares próprios, modelos mistos e sistemas unificados, cada um com calendário, formato de redação e critério de correção distintos. "O aluno brasileiro enfrenta muita pressão, tem muitas ofertas de serviço, boas e ruins, e precisa se guiar sozinho. Tudo isso o torna exigente com material, atendimento e acompanhamento", afirma Bruno Ferrari, coordenador pedagógico da Filadd no Brasil. O acompanhamento individual construído no Brasil A resposta a essa exigência foi uma metodologia centrada em uma figura humana. Cada aluno tem um orientador, formado em Pedagogia ou Psicologia, que acompanha sua trajetória do primeiro diagnóstico à véspera da prova. É essa pessoa, e não um algoritmo, que decide o que entra e o que sai do plano de estudos conforme o estudante avança. O acompanhamento se sustenta em quatro frentes, e nenhuma delas tem teto. A orientação individual acontece quantas vezes o aluno precisar. As monitorias com professores entram quando uma dúvida específica trava o avanço. Os simulados com correção em TRI e devolutiva por área de conhecimento medem se o ciclo funcionou. E a correção de redação é ilimitada: o estudante escreve e recebe devolutiva nas cinco competências do Enem quantas vezes quiser, com mentoria individual de redação quando o problema é de método e não de tema. Não há pacote, cota nem crédito. Quem sugere o ritmo é o orientador. Esse acompanhamento contínuo, sem limite de uso e ajustado à trajetória de cada aluno, é o que a companhia chama de Ciclo Imparável. Quando o peso emocional aumenta, há apoio psicológico e pedagógico integrado à plataforma. A tecnologia sustenta essa rotina, mas com limite definido. A GênIA, inteligência artificial treinada pelos professores da casa, organiza o cronograma, sugere revisões e recomenda simulados, e mais de 90% do tempo de seu treinamento foi dedicado a ensinar quando ela deve parar e encaminhar o estudante para uma pessoa. "O que tem que ser humano permanece humano", resume Ferrari. "Quando o momento exige mais do que tecnologia, um orientador humano assume, porque há partes da preparação que nenhum algoritmo resolve." Na prática, o que essa arquitetura entrega é a possibilidade de o estudante descobrir como aprende. Luana Nogueira Martins, 20 anos, aprovada em Medicina na UniRV - Universidade de Rio Verde, passou meses tentando encaixar formatos prontos que via na internet antes de a orientação individual mudar seu método. "Quando eu entendi o meu jeito de estudar, tudo ficou mais produtivo", conta. "Quanto mais rápido você encontrar o que é melhor para você, mais produtivo o seu estudo vai ser." O que ela levou meses para descobrir sozinha é, na plataforma, um procedimento com ordem definida. Como começar a se preparar para o Enem e os vestibulares 2027 Perguntado por onde um estudante deve começar, Ferrari descreve a sequência que a Filadd padronizou. O primeiro passo é medir: um simulado corrigido em TRI mostra onde o aluno está em cada área antes de qualquer aula, porque começar sem diagnóstico é escolher o que estudar no chute. O segundo é montar o plano: com o resultado em mãos, o orientador constrói com o estudante um cronograma diário e semanal que caiba na rotina real dele, já que quem estuda em período integral e quem estuda depois do trabalho não podem receber o mesmo plano. O terceiro é rodar o ciclo: de três a seis semanas de estudo seguidas de nova medição, para que o plano acompanhe o aluno em vez de envelhecer. O quarto é repetir sem teto: redação, mentoria de redação, simulado e conversa com o orientador são ilimitados. "Aluno nenhum deveria começar o ano copiando o cronograma de outra pessoa", diz Ferrari. "Começa medindo onde você está. Todo o resto vem daí." Repetida ciclo após ciclo, essa sequência aparece nos números da companhia. Entre os alunos com participação ativa na plataforma, 89% foram aprovados em vestibulares e processos seletivos universitários, índice que chegou a 97,1% na região Nordeste. Em 2026, foram mais de 800 aprovações em 112 universidades, com destaque para Medicina, Ciência da Computação, Ciências Econômicas, Direito e Psicologia, em instituições como USP, Unicamp, UFRJ, UFMG e UFSC. Os dados são da companhia e se referem ao ciclo 2026. "A gente construiu no Brasil o cursinho online mais personalizado do país: cada aluno tem um plano de estudos próprio, um orientador humano acompanhando e redação, simulado e mentoria sem limite de quantidade. Foi isso que percebemos que faltava na Índia, conteúdo lá tem de sobra, acompanhamento não", afirma Nicolas Ferrer, cofundador e CMO da Filadd. Do Chile à Índia O modelo passou a ser replicado nas demais operações da companhia. Foi levado primeiro ao Chile, onde a Filadd já atuava, e agora sustenta a estreia indiana. Na Índia, a empresa optou por preservar a marca local. Fundada em 2020 em Indore por Atharva Puranik e Pranay Chouhan, a Padhle nasceu como canal de YouTube em hindi voltado aos 9º e 10º anos e só depois criou a vertical de NEET, acumulando audiência e leitura do comportamento do candidato local. A avaliação da companhia é que havia oferta ampla de conteúdo no país, mas pouca estrutura em torno do acompanhamento individual do estudante, exatamente a lacuna que a operação brasileira aprendeu a preencher. Consolidada a operação no exame de Medicina, o plano é avançar para o JEE, o maior exame de acesso a Engenharia da Índia. O movimento coloca a companhia em dois dos maiores processos seletivos do mundo em número de inscritos, com uma metodologia formatada para dar conta da complexidade do vestibular brasileiro. "Somos o primeiro cursinho brasileiro a exportar uma metodologia inteira de preparação, e não só uma plataforma de conteúdo. Chegamos com um modelo que passou por Argentina, Chile, Colômbia e Brasil, e cada um desses mercados nos obrigou a ajustar alguma coisa. É esse acúmulo que estamos levando para os dois maiores exames de acesso ao ensino superior do mundo", conclui Ferrer. Sobre a Filadd A Filadd é um cursinho online pré-vestibular 100% personalizado, com plano de estudos individual, orientação humana e correção de redação, simulados e mentoria sem limite de quantidade. Nascida na Argentina em 2016, chegou ao Brasil em 2021 e reúne mais de 3 milhões de estudantes na América Latina. Em 2026, iniciou sua operação na Índia com a Padhle by Filadd. A metodologia já contribuiu para aprovações em instituições como USP, Unicamp, UFRJ, UFMG e UFSC.
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Filadd, melhor cursinho online do Brasil, leva método do Enem ao maior exame de Medicina do mundo
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