Fifa solicita relatório de segurança após onda de violência no México de olho na Copa do Mundo

 

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Faltando cerca de três meses para a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, a situação mexicana preocupa a Fifa após uma onda de violência nos últimos dias após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, o 'El Mencho'.

Com isso, a entidade máxima do futebol solicitou um relatório com informações oficiais para o país, expressando preocupação com a segurança. No pedido, a Fifa quer entender quais são impactos para a organização e sedes da Copa.

A principal preocupação é em Jalisco, foco dos conflitos entre forças de segurança e o narcotráfico, cuja capital é Guadalajara, que será uma das sedes. O local receberá partidas importantes do campeonato, incluindo jogos da fase de grupos e partidas internacionais de repescagem programadas para março.

Os jogos envolverão Nova Caledônia, Jamaica e República do Congo.

De acordo com o jornal Marca, o pedido ocorreu após pressão de patrocinadores e de parte da organização do evento. Além disso, houve um comunicado oficial de alguns pressionando para que o México seja retirado entre as sedes.

Momento que a partida é interrompida por tiros próximos ao estádio.

Reprodução

Patrocinadores internacionais e representações diplomáticas teriam expressado preocupação à Fifa sobre a estabilidade necessária para sediar um evento da magnitude da Copa do Mundo.

Nessa semana, o México receberá um amistoso entre a seleção local e a Islândia. A partida, marcada para a quinta-feira (26), está mantida.

México envia 10 mil soldados para conter onda de violência após morte de 'El Mencho'

Bloqueio em rodovia do México.

AFP

O governo do México anunciou que enviou 10 mil soldados para ajudar a combater os confrontos e caos em diversas cidades provocados por cartéis após a morte do narcotraficante Nemesio 'El Mencho' Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração.

A onda de violência pelo país gerou mais de 70 mortes. Mencho foi localizado por agentes no domingo (22) na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, e morreu após ter sido ferido pelo Exército.

Em resposta, no mesmo dia, os cartéis passaram a bloquear estradas em todo o país, com mais de 250 pontos no total, além de incendiar diversos locais e veículos.

Segundo as autoridades, entre os mortos até agora desde o início da operação estão 27 membros das forças de segurança, 46 criminosos e um civil.

Entre os agentes enviados, 2,5 mil foram para Jalisco, cidade onde os maiores focos de conflito.