FGV divulga projeto para terreno desapropriado do Grupo Sendas e presidente do conglomerado acusa fundação de 'grileira’; entenda a polêmica

 

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Após a divulgação de um estudo de implementação do Centro FGV Tecnologia e Futuro a ser construído em um terreno do Grupo Sendas, em Botafogo, Zona Sul do Rio, o proprietário do bem protestou, afirmando que a postura da Fundação Getulio Vargas (FGV) se assemelha a “grilagem de terras”.

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O terreno onde funcionou um mercado da rede Rede Pão de Açúcar foi alvo de decreto de desapropriação em novembro, feito pela Prefeitura do Rio a pedido da FGV. Para Arthur Sendas Filho, presidente do Grupo Sendas, toda a situação é “absurda”.

— Para a gente, esse decreto é nulo. Nenhum estudo foi feito em relação ao terreno, que, ao contrário do que dizem, nunca esteve abandonado. Estranhamos muito a postura da FGV, que está agindo como grileira, tentando tomar um terreno que não é dela. Isso mancha a sua reputação — diz o empresário.

Estudo anunciado

Na semana passada, a FGV divulgou o estudo para um centro de pesquisa voltada à tecnologia. O trabalho apresenta um projeto de seis pavimentos. No subsolo, haverá áreas técnicas com previsão de energia para supercomputador; o térreo terá uma galeria de arte com ênfase em inteligência artificial, além de café e biblioteca; primeiro e segundo andares serão equipados com área de integração criativa, laboratórios e auditórios; enquanto o terceiro terá subcentros de análises específicas, laboratórios e área de estudos científicos e estatísticos de prevenção de doenças. Por fim, a cobertura seria voltada para investigações e pesquisas.

O Grupo Sendas procurou a Justiça para anular o decreto. No dia 13 de janeiro, o Ministério Público abriu inquérito para investigar a legalidade da desapropriação do imóvel.

— Confiamos totalmente na Justiça. O processo está andando, temos certeza que o decreto vai ser revogado porque é um absurdo total. A pessoa não pode querer um terreno e pedir para que alguém o desaproprie. É uma postura antidemocrática. Vamos brigar até a última gota de sangue, vamos a Brasília, se necessário — conclui Arthur Sendas.

O Grupo Sendas informa que fechou contrato para que a Rede Mundial assuma o ponto.