Festival na PUC debate papel dos museus na crise climática

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Como os museus podem contribuir para enfrentar a crise climática para além da redução dos próprios impactos ambientais? A pergunta orienta a programação de cultura da primeira edição do Festival Regenera — Economias, Culturas e Futuros, quarta e quinta-feira da semana que vem, na PUC-Rio, na Gávea. Com entrada gratuita mediante inscrição prévia, o encontro reunirá representantes de instituições culturais brasileiras e da organização holandesa Imagine IC para discutir como memória, patrimônio e práticas artísticas podem participar da transformação socioambiental dos territórios. Após ter licença cancelada na Zona Sul: Morar Mais 2026 é transferida para a Barra da Tijuca Revitalização: Após retirada de muro, Praça Sarah Kubitschek é reinaugurada em Copacabana A programação tem curadoria da museóloga Lucimara Letelier, especialista em cultura e sustentabilidade e fundadora da RegeneraCultura. A proposta é ampliar o papel tradicional dos museus, associando a preservação do patrimônio à recuperação dos territórios e à construção de respostas para os desafios ambientais e sociais. — Durante muito tempo, falamos em sustentabilidade como se bastasse reduzir impactos. Hoje, precisamos ir além. A sustentação dos recursos naturais começa a não ser mais possível com o colapso climático, então é preciso regenerar. Regeneração significa restaurar relações, territórios e ecossistemas. E a cultura tem um papel central em conscientizar públicos e revitalizar o que está degenerado — afirma Lucimara, pioneira no conceito de “museu regenerativo”, com pesquisa publicada na Inglaterra e atuação neste tema em vários países da Europa, da América Latina e da Ásia. Lucimara Letelier. A museóloga é a responsável pela curadoria do evento Divulgação/Guto Costa Entre as instituições participantes estão o Museu Nacional dos Povos Indígenas, o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, o Instituto Moreira Salles e o Museu Sankofa Memória e História da Rocinha. A organização holandesa Imagine IC também promoverá atividades sobre memória, emoções e território, incluindo formas de acolher diferentes percepções sobre as mudanças climáticas e a ecoansiedade. A programação será dividida em três eixos (pensar, vivenciar e visualizar), com debates sobre decolonialidade, patrimônio, adaptação climática e regeneração. Estão previstos encontros sobre o papel da cultura na mediação de territórios e a ressignificação de memórias socioculturais, além de uma atividade com a artista visual Lila Vaz sobre alternativas à moda rápida por meio da reciclagem criativa. — Um museu regenerativo é um museu com a função primordial de preservar futuros e regenerar o presente, ressignificando a memória do passado. Quando falamos em regeneração, falamos justamente em colocar a cultura a serviço da vida e da construção de outros futuros possíveis — acrescenta a curadora. O festival será realizado às vésperas da COP31, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, e propõe discutir como as instituições culturais podem integrar as respostas à emergência ambiental. As atividades da trilha de cultura ocorrerão das 9h às 18h, na PUC-Rio. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia. A programação completa está disponível em festivalregenera.com.br, onde há também um link para inscrições.

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