Festival LED lota casa nova para pensar rumos do ensino no país; veja quem passou por lá

Festival LED lota casa nova para pensar rumos do ensino no país; veja quem passou por lá

 

Fonte: Bandeira



A quinta edição do Festival LED Globo: Luz na Educação, realizado na última sexta e sábado, reuniu mais de 11 mil apaixonados pelo tema no Píer Mauá, no Centro do Rio, a nova casa do evento. Na programação, passaram pelo evento referências de diversas áreas, como a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia; a dama do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro; e o médico Drauzio Varella. Além disso, jovens apresentaram novas soluções para os problemas do ensino no Desafio LED e seis projetos que já estão transformando a vida de brasileiros foram coroados no Prêmio LED.

— É uma realização incrível completar cinco anos aqui nesse espaço grandão — comemorou Viridiana Bertolini, gerente de Valor Social da Globo, na abertura do evento. — Todo mundo aqui acredita profundamente no poder transformador da educação e entende que ela transborda os muros da sala de aula, pode estar em qualquer lugar e hoje está aqui.

Já o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, também na abertura, falou da importância de investir em educação e “enxergá-la como uma alavanca importante da sociedade brasileira”.

O Festival LED Globo: Luz na Educação é uma iniciativa da TV Globo e da Fundação Roberto Marinho com patrocínio da Fundação Bradesco, da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em um dos eventos mais aclamados, o filósofo Mario Sergio Cortella fez a introdução da mesa “A crise é de conexão” e defendeu a tese do pensador francês Pierre Dac de que “o futuro é o passado em preparação”:

— Se é assim, que passado estamos edificando agora para que se olhe daqui a 20, 30 anos? Essa é uma questão para vocês e para a gente — disse.

Evento gratuito

A mesa também contou com a presença da neurocientista Nathalia Motta, do climatologista Carlos Nobre e do escritor, professor e militante indígena Daniel Munduruku, que sabe bem o futuro que quer criar: um mundo em que as pessoas se reconectam com a natureza.

— O ser humano se distanciou demais da natureza e, por conta disso, foi acreditando que é superior e está acima e além da natureza.

Murilo Nogueira, diretor administrativo e financeiro da Fundação Bradesco, destaca a importância de um evento gratuito, que convida diferentes atores que vivem a educação — estudantes, familiares, educadores e artistas — a discutirem soluções de forma conjunta.

— O LED valoriza e destaca projetos educacionais que mudam a realidade do nosso país. E a Fundação Bradesco faz isso há 70 anos. Então nada mais justo do que estar junto nessa iniciativa, valorizando esses projetos e fomentando para que eles continuem crescentes — destacou.

Outra mesa disputada foi o encontro de Drauzio Varella com a cientista Jaqueline Goes e a bióloga Mari Krüger, com mediação da jornalista Sônia Bridi. Eles discutiram os motivos pelos quais a ciência importa.

Quem também voltou ao evento foi o influenciador Felipe Neto, que se encontrou com a psicanalista Elisama Santos, a líder de governança educacional da Fundação Bradesco Katia Chedid e a escritora Thalita Rebouças, com mediação da jornalista Ana Paula Araujo. O tema foi “Quem influencia o que crianças e adolescentes pensam, sentem e aprendem?”, no qual se discutiram pontos como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA Digital.

A nova lei de proteção no ambiente on-line também foi tema de uma oficina no LED Cria, espaço para colocar a mão na massa. Ali, também passaram aulas como bordado e artesanato; tratamento dos dados educacionais; e uso de inteligência artificial na propaganda e no audiovisual.

Em sua quinta edição, o LED reforçou a conexão com o público de todas as idades, possibilitando o encontro de educadores, especialistas e talentos que pensam o futuro do país sob diferentes óticas. Este caderno especial traz um pouco do que marcou os dois dias de evento.