Festa Literária de Santa Teresa terá novos livros de Freixo e Chico Chico e mais de cem artistas
A 18ª edição da Festa Literária de Santa Teresa (Flist) transforma o Parque Glória Maria em palco para encontros que unem literatura, música e artes nestes sábado (16) e domingo. Com entrada gratuita, o evento reúne mais de cem artistas convidados e homenageia João Bosco, Marcelo Rubens Paiva e Roseana Murray.
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Entre os destaques do evento estão os lançamentos dos livros “Pequenos sigilos”, de Chico Chico, e “Viver é perigoso: minha travessia no Rio”, de Marcelo Freixo. Debates sobre raça e gênero, apresentações musicais e atividades voltadas ao público infantil também fazem parte da agenda da festa.
O livro “Pequenos sigilos”, de Chico Chico, será lançado na Flist
Leo Martins / Agencia O Globo
A cultura urbana integra a programação com apresentações do rapper Eddi MC e o Slam do Estudante. Já a presença indígena atravessa diferentes atividades, como oficinas de grafismo, rodas de maracá e contações de histórias com autores e lideranças indígenas. O festival também promove encontros sobre inclusão, protagonismo feminino, cultura de paz e leitura acessível, além de atividades do Espaço Equidades, do Cantinho Afro-brasileiro e do Abrace a Diferença.
Segundo a curadora da Flist, Ninfa Parreiras, a proposta do evento é aproximar diferentes linguagens artísticas e transformar a literatura em uma experiência coletiva e acessível.
— A literatura não aparece sozinha na Flist. Ela conversa com a música, o teatro, as artes plásticas e diferentes formas de encontro. A gente investe muito nessa troca mais olho no olho, mais artesanal, mais genuína — afirma.
Realizada pelo Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat), a festa começou dentro da escola e, ao longo dos anos, cresceu até ocupar diferentes espaços de Santa Teresa. A primeira edição aconteceu em 2009, no Largo das Letras e no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo. Desde 2010, o Parque Glória Maria se tornou a principal casa da Flist, recebendo mesas literárias, apresentações musicais, exposições e atividades ao ar livre.
Flist reúne cultura urbana, literatura e todo tipo de arte em Santa Teresa
Divulgação
Hoje, a feira reúne cerca de 25 mil pessoas ao longo de dois dias e movimenta o circuito cultural do bairro. Para Ninfa, o crescimento do evento também ampliou a presença de diferentes grupos e narrativas dentro da programação.
— No início, os indígenas participavam mais expondo artesanato. Hoje eles têm protagonismo nas conversas, nas contações de histórias e nos debates. O mesmo aconteceu com os espaços voltados para artistas negros, pessoas com deficiência e autores neurodivergentes. Isso passou a fazer parte da identidade da festa — explica.
A curadora também destaca o caráter intimista do evento, que acontece em um dos bairros mais tradicionais da cidade.
— A gente não faz uso de telões no evento. Tem espaços que são bem pequenos, bem intimistas, e tem os espaços maiores, que comportam mais de cem pessoas. A gente investe muito nisso, no intuito de manter essa identidade mais acolhedora, com mais proximidade — diz.
Além das atividades culturais, o evento contará com livrarias, espaços de artesanato e gastronomia, reunindo expositores, cafés e restaurantes de Santa Teresa. O polo gastronômico AmeSanta participa da edição com pratos inspirados nos homenageados deste ano.
A programação acontece no Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria, das 9h30 às 19h no sábado e das 10h às 18h no domingo. A entrada é gratuita.
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