Ferramenta de áudio nas notícias reforça inclusão no OLiberal.com
O consumo de informação está mudando — e os veículos de comunicação acompanham esse movimento. Como parte dessa transformação, o OLiberal.com passou a oferecer uma nova ferramenta que converte textos em áudio, permitindo que o público escute as matérias diretamente no portal. A iniciativa amplia o acesso à informação, alcança novos perfis de audiência e reforça o compromisso do Grupo Liberal com inovação e inclusão digital.
A funcionalidade chega em um momento em que o comportamento do leitor se torna cada vez mais dinâmico. Em abril de 2026, o grupo incluiu a opção no portal. Assim, todas as matérias publicadas poderão ser escutadas em formato de áudio.
CONSUMO
Segundo a diretora executiva do digital do Grupo Liberal, Heloá Canali, a adoção do áudio faz parte de um movimento natural de evolução da empresa. “Ao incorporar a versão em áudio ao portal, ampliamos a oferta de formatos e permitimos que o mesmo conteúdo seja acessado de maneira mais flexível e conveniente. Isso fortalece a estratégia de diversificação de consumo e aproxima o O Liberal de uma experiência mais dinâmica, alinhada às principais tendências do jornalismo digital”, afirma.
A mudança também acompanha uma transformação importante no comportamento do público: o consumo simultâneo de conteúdo. Ouvir notícias enquanto dirige, trabalha ou realiza tarefas domésticas já faz parte da rotina de muitos brasileiros. “Com a possibilidade de ouvir as matérias, o portal passa a acompanhar o usuário em diferentes momentos do dia, ampliando o alcance do conteúdo para além da tela. Isso tende a aumentar o engajamento e criar uma relação mais contínua com o leitor”, completa Heloá.
Além de ampliar a audiência, a ferramenta representa um avanço significativo em acessibilidade digital. A tecnologia foi implementada em parceria com a Audima, empresa especializada em soluções de áudio com inteligência artificial. O CEO da companhia, Luiz Pedroza, explica que o sistema transforma textos em narração com qualidade próxima à voz humana, tornando a experiência mais natural para o usuário.
“A gente desenvolveu uma tecnologia que transforma texto em áudio com uma qualidade de fala muito próxima da humana. Na prática, isso permite que qualquer conteúdo digital possa ser ouvido, de forma simples, direto no site”, destaca. Para ele, o impacto vai além da inovação tecnológica. “A leitura deixa de ser a única porta de entrada e o usuário passa a escolher como quer acessar aquela informação”, diz.
Pedroza ressalta que o áudio não apenas amplia o acesso, mas também cria novas formas de engajamento. “As pessoas ouvem enquanto fazem outras coisas. Quando você oferece essa opção, você não só inclui mais pessoas, como também acompanha a forma como o mundo já está consumindo conteúdo”, afirma.
INCLUSÃO
O impacto da ferramenta é ainda mais evidente quando se trata de inclusão. Para pessoas com deficiência visual, por exemplo, o acesso à informação sempre foi um desafio, especialmente em tempos em que as notícias estavam restritas ao papel. Hoje, a tecnologia permite autonomia e independência no consumo de conteúdo.
É o que destaca Flávia Martins Bertotti, consultora de acessibilidade digital da Audima. Flávia perdeu a visão ainda na infância e, com experiência, diz: “No passado, pessoas com deficiência visual não tinham como acessar a informação de maneira autônoma. Dependíamos sempre de alguém para ler. Hoje, a notícia em áudio devolve o direito de saber o que acontece no mundo, como e quando quiser”.
Mas a especialista reforça que os benefícios vão além desse público. “Para pessoas não alfabetizadas, o áudio quebra a barreira da exclusão. Para usuários com dislexia ou outros transtornos de aprendizagem, ferramentas que adaptam a leitura facilitam a compreensão e reduzem o esforço cognitivo. O resultado é uma notícia mais democrática e acessível para todos”, pontua.
Flávia também chama atenção para a importância de pensar a acessibilidade desde a base dos projetos digitais. “Ela não é um acessório que se adiciona ao final, mas algo que deve estar no DNA do produto. Ferramentas como o áudio funcionam melhor quando estão inseridas em um ambiente digital bem estruturado, com navegação fluida e organização clara”, explica.
Segundo Flávia, ainda há desafios no mercado, principalmente relacionados à percepção equivocada de que investir em acessibilidade é um custo adicional. “Na verdade, é um acelerador de alcance. Quando um portal investe nisso, ele não atende apenas a um nicho, mas garante que diferentes perfis de usuários tenham a mesma experiência de qualidade”, diz.
Para o conglomerado de comunicação, a implementação do áudio reforça justamente essa visão estratégica. A iniciativa dialoga com públicos que já estão habituados a consumir conteúdo em formatos como podcasts e áudios curtos, além de atender pessoas com deficiência visual, idosos e usuários com dificuldades de leitura.
“Não se trata apenas de inovação, mas de garantir que o conteúdo chegue a mais pessoas, de forma acessível e integrada à rotina”, afirma Heloá.
Flávia resume que a acessibilidade digital não beneficia apenas grupos específicos, mas toda a sociedade. “Todos nós, em algum momento da vida, vamos precisar desses recursos. Ao priorizar a autonomia do usuário, o jornalismo cumpre sua missão máxima: garantir que a informação não encontre fronteiras”, conclui Flávia.
