Fernanda Lima mostra manchas na pele e reacende debate sobre envelhecimento; saiba como cuidar
Fernanda Lima voltou a gerar repercussão ao compartilhar mudanças na pele que a fizeram refletir, de forma honesta, sobre o processo de envelhecimento. A apresentadora, de 48 anos, mostrou que manchas não precisam ser tabu, trazendo para o debate um tema que desperta dúvidas, inseguranças e curiosidade entre muitas mulheres: como lidar com os sinais do tempo sem perder a leveza e o humor.
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"Aqui, ó, inacreditável. Olha isso, tá vendo? Mancha, mancha, mancha. O que é isso? Estou em decomposição? Ai, para. Achei que ia envelhecer numa boa, mas onde é que isso vai parar, minha gente? Sei onde vai parar, mas eu não quero que pare, não", brincou. "Cada dia, uma novidade, só rindo e curtindo (literalmente)", completou na legenda do post no Instagram.
Fernanda Lima mostra manchas na pele e fala sobre envelhecimento
Reprodução Instagram
Para a dermatologista Camila Sampaio, as manchas cutâneas são um dos sinais mais evidentes do chamado fotoenvelhecimento.
"A radiação ultravioleta provoca alterações profundas nas células da pele. Mesmo quando não há queimaduras visÃveis, o sol estimula a produção irregular de melanina, favorecendo o surgimento de manchas que podem aparecer anos depois", explica.
Diferente das rugas, tradicionalmente associadas ao envelhecimento natural, as manchas refletem hábitos passados. Exposição solar sem proteção, uso irregular de filtro e a crença de que peles morenas ou negras não precisam de fotoproteção contribuem diretamente para esse quadro.
"A pele tem memória. O que foi feito aos 20 ou 30 anos se manifesta com mais clareza depois dos 40", afirma a especialista.
Além da radiação solar, fatores hormonais também influenciam. Gravidez, uso de anticoncepcionais e alterações hormonais ao longo da vida podem desencadear ou intensificar condições como o melasma.
"Essas manchas costumam surgir de forma simétrica no rosto e têm comportamento crônico. Elas melhoram com tratamento, mas exigem disciplina e acompanhamento contÃnuo", ressalta Camila.
Manchas não são apenas uma questão estética: elas indicam que a pele sofreu agressões repetidas e, em alguns casos, podem servir como alerta para lesões pré-cancerÃgenas. "Nem toda mancha é inofensiva. Mudanças de cor, tamanho ou textura precisam ser avaliadas por um dermatologista para descartar riscos maiores", orienta a médica.
A prevenção é possÃvel e eficaz. O uso diário de protetor solar é o principal aliado, independentemente do clima ou da rotina urbana. "Não é só ir à praia que expõe a pele ao sol. A radiação atravessa nuvens, vidros e está presente no dia a dia urbano", destaca.
Quando o assunto é tratamento, a abordagem precisa ser personalizada, considerando tipo de mancha, tom de pele e histórico do paciente. Cremes clareadores, ácidos, antioxidantes, lasers e tecnologias de luz podem ser indicados com critério.
"Não existe solução única. O tratamento precisa ser individualizado para evitar efeitos rebote ou piora do quadro", pontua a dermatologista.
Além da parte clÃnica, o relato de Fernanda Lima provoca uma reflexão maior sobre envelhecimento e cuidado com o corpo.
"Envelhecer não é sinônimo de descuido ou falha. O problema é quando a pessoa acredita que manchas são inevitáveis e deixa de se cuidar. Informação e acompanhamento médico fazem toda a diferença", conclui.
