Ferida em incêndio em bar na Suíça, adolescente acorda de coma e reconhece pais

 

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Ferida no incêndio no bar Le Constellation, na Suíça, a adolescente Elsa Rubino, de 15 anos, acordou do coma e reconheceu os pais nesta sexta-feira. Ela se encontra em hospital de Zurique e está internada desde o acidente que matou 40 pessoas em Crans-Montana na noite de ano novo. Mais de cem pessoas ficaram feridas na tragédia.

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A jovem deverá seguir na unidade de tratamento intensivo. Segundo a agência Ansa, ela já passou por duas cirurgias mas será submetida a mais uma no intestino.

Também na sexta-feira, um tribunal suíço revogou a prisão preventiva de Jacques Moretti, um dos proprietários do bar que pegou fogo. Ele precisou pagar uma fiança equivalente a R$ 1,14 milhão e está proibido de sair do país, além de encontrar-se submetido a outras medidas cautelares.

Moretti é coproprietário do bar com sua esposa, Jessica, que havia sido libertada após a primeira audiência.

Ele havia sido colocado em prisão preventiva durante três meses e detido em 9 de janeiro depois que ele e sua esposa, donos do bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, foram interrogados por promotores judiciais do cantão suíço.

O incêndio começou nas primeiras horas de 1º de janeiro, quando o local estava cheio de pessoas comemorando, e causou a morte de 40 delas, deixando, ainda, 116 feridos, a maioria adolescentes.

Os Moretti são alvo de uma investigação criminal e enfrentam acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência.

No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.

As perícias iniciais sugerem que as chamas foram causadas por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica instalada no teto do subsolo do estabelecimento.

Entre as suspeitas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.

As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria "caído" três minutos antes do fogo começar.