Feriado de São Jorge: quantas calorias pode ter um prato de feijoada?

 

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O Dia de São Jorge — associado a Ogum, nas religiões de matriz africana — é uma celebração da fé, mas também de cultura, gastronomia e tradições ancestrais. A celebração, que surgiu com a Igreja Católica, se tornou um marco da cultura brasileira, sendo até feriado em parte do país, como no Rio de Janeiro.

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O prato típico do brasileiro e também desta data (23 de abril) é a feijoada, isso porque o feijão preto é conhecido como “comida de orixá'' e uma das oferendas que podem ser servidas a uma das mais populares entidades: Ogum.

A feijoada de Ogum é uma tradição das religiões de matriz africana como Candomblé e Umbanda. O principal motivo para esse costume é pela relação entre o feijão e o orixá Ogum. Ogum representa proteção e coragem, mas também o trabalho árduo e a agricultura. Assim como a imagem de São Jorge, um santo guerreiro, protetor dos agricultores, soldados e artesãos.

Para agradecer a Ogum, as comidas oferecidas para eles são tipicamente feitas com feijão, um ingrediente abundante, que representa fartura, através de pratos simples, como farofa de feijão-fradinho e a feijoada. Por isso, o prato, ícone da gastronomia e cultura brasileira, é o carro-chefe da celebração religiosa.

Mesmo sendo considerada uma vilã da dieta para muitas pessoas por conta do alto valor de sódio e gordura saturada, a feijoada é um prato que pode ter muitos valores nutricionais. A forma de preparo e a escolha dos ingredientes pode variar, mas a tradicional feijoada é um guisado de feijão preto, com carnes suínas e bovinas, acompanhado de arroz, couve refogada, laranja e farofa.

Uma porção individual de feijoada com acompanhamentos pode ter mais de 750 kcal. Em 100 gramas há 117 kcal, 11,6 g de proteína, 32 mg de cálcio, 105 de fósforo, 278 mg de sódio e 303 mg de potássio.

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Entretanto, o prato pode conter proteína, por conta das diferentes carnes utilizadas; fibra presente tanto no feijão como na couve que ajuda no bom funcionamento do intestino; e carboidrato presente no arroz e na farofa.

Quem deve evitar?

Pessoas com hipertensão ou colesterol alto devem observar o tipo de carne utilizada. Carnes muito salgadas ou gordurosas aumentam o teor de sódio e de gordura saturada. Uma alternativa é optar por cortes magros, fazer o dessalgue correto e retirar o excesso de gordura visível.

Pessoas com diabetes também devem tomar cuidado, mesmo que o feijão tenha baixo índice glicêmico e seja rico em fibras, porções exageradas de arroz e farofa podem ser prejudiciais.

E, por último, claro, pessoas que estão de dieta. Segundo especialistas o importante é a quantidade do alimento. Deve-se priorizar itens como o feijão e a couve.

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Feijoada de Ogum ou feijoada de São Jorge?

Entre a feijoada de Ogum e a feijoada de São Jorge, as semelhanças vão muito além da data. Na verdade, a origem das duas tradições e celebrações é a mesma. Durante o Brasil colonial, os povos escravizados não podiam cultuar as divindades e orixás de suas religiões originais, como Ogum. Para poder continuar exercendo a sua fé, eles precisaram "transferir" as suas tradições para os santos da Igreja Católica.

São Jorge, o santo guerreiro, era o mais próximo de Ogum por sua história e significado. Assim, em vez de oferecer a comida de santo para Ogum, eles precisaram fazer a mesma oferenda para São Jorge. E com isso começaram a fazer a feijoada de São Jorge. Por causa disso, a receita da feijoada de Ogum e da feijoada de São Jorge é a mesma.