Feira paulista de agronegócio terá fila de presidenciáveis de direita a partir desta segunda

 

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A partir desta segunda-feira, 27, uma caravana de presidenciáveis de direita desembarca na Agrishow, considerada a maior feira de agronegócio do país, no município de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Diferentemente de outros anos, contudo, eles marcaram os compromissos para dias alternados, uma maneira de não dividir os holofotes a menos de quatro meses da campanha eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve comparecer nesta segunda, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem se espera novos afagos políticos em meio a anúncios da gestão estadual para o setor. No dia seguinte será a vez de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais. Ronaldo Caiado (PSD), que governava Goiás até março, encerra a movimentação na quarta-feira, 29.

O presidente Lula escalou, mais uma vez, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para dar uma resposta ao segmento nesta edição da Agrishow. O aliado tentou aliviar as cobranças de representantes do setor, insatisfeitos com a política fiscal do governo, a que atribuem as taxas de juros atuais no mercado, por meio de uma linha de crédito para compra de maquinário e implementos agrícolas antes do novo Plano Safra.

O governo federal promete liberar R$ 10 bilhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), geridos pela Finep, empresa pública de fomento, para financiamentos com juros “na casa de um dígito”. A autorização para as operações, feitas por meio de cooperativas, bancos e outras instituições financeiras credenciadas, deve ocorrer em até 30 dias.

Alckmin circulou brevemente pelos estandes neste domingo, 26, ao lado do novo ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), que até o fim da janela partidária chefiava o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Lula, dessa forma, concluirá o terceiro mandato sem participar do evento de Ribeirão Preto. Ele delegou a tarefa, em outros anos, a Alckmin e também a Carlos Fávaro, ex-ministro da Agricultura — que também fez parte do arranjo governista pelo PSD e reclamou de ter sido “desconvidado” do evento, há três anos, em razão da presença de Jair Bolsonaro. À época, o ex-presidente foi recebido por uma multidão no aeroporto e participou de uma motociata na cidade.