Federação de futebol iraniana diz que país irá boicotar Copa se EUA seguirem insultos contra militares

 

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O presidente da federação de futebol do Irã afirmou nesta quarta-feira (6) que o país poderá se recusar a participar da Copa do Mundo, a menos que os Estados Unidos garantam que não insultarão a Guarda Revolucionária.

'Se os americanos garantirem que não insultarão nossas instituições militares, especialmente a Guarda Revolucionária, iremos à Copa do Mundo', disse Mehdi Taj, ex-oficial da Guarda Revolucionária e atual chefe do futebol iraniano.

A FIFA convidou a Federação Iraniana de Futebol para a sede da entidade, na Suíça, para discussões sobre a participação do país na Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá. As informações são da agência de notícias AFP.

Apesar de algumas confirmações pela entidade máxima do futebol, o Irã segue uma incerteza no torneio, que será realizado entre 11 de junho e 19 de julho. A indefinição ocorre pela guerra no Oriente Médio e os ataques dos EUA e de Israel.

A fonte à AFP afirma que a FIFA solicitou à federação que visite sua base em Zurique 'até 20 de maio para se preparar para a Copa do Mundo'.

Na semana passada, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irã disputará seus jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos, conforme programado.

'Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, obviamente, o Irã participará da Copa do Mundo da FIFA de 2026. E, claro, o Irã jogará nos Estados Unidos da América', disse Infantino ao discursar para os delegados no Congresso da FIFA em Vancouver.

A delegação do Irã foi a única ausente do congresso de 211 membros após um confronto com autoridades de fronteira canadenses.

O Canadá, que designou a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista em 2024, afirmou que indivíduos ligados à força eram 'inadmissíveis'.

Trump ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino.

ALEX GRIMM / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP