Febre amarela: SP confirma nove casos e cinco óbitos pela doença em 2026
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo confirmou dois novos casos de febre amarela nesta semana. Ao todo, são nove casos conhecidos da doença. De acordo com a pasta, os novos registros ocorreram na região do Vale do Paraíba, na cidade de Lagoinha, envolvendo dois homens, de 64 e 54 anos, sem vacinação.
A região do Vale do Paraíba concentra, ao todo, oito casos do total de infecções. Os casos ocorreram nas cidades de Cunha, Cruzeiro e Lagoinha. Em Sorocaba, um único caso identificado evoluíu para recuperação. Ao todo, o estado tem cinco mortes pela doença. A totalidade de pacientes estavam sem vacina para a doença, diz a secretaria de Saúde.
A vacinação é a medida de proteção mais efetiva contra a febre-amarela. As doses estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A recomentação é que quem não recebeu as doses da vacina procure um posto para atualizar a carteirinha. A indicação é feita especialmente para quem fará viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus.
O governo do estado informou que para garantir a proteção adequada, a vacina deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da exposição ao risco. A diretora Centro de Vigilância Epidemiológica, Tatiana Lang afirmou por meio de nota que é fundamental que a população verifique a situação vacinal, especialmente para aqueles que residem ou viajam para áreas de risco, garantindo a proteção adequada”.
Quem deve se vacinar
A vacina contra a febre amarela é recomendada na rotina para crianças aos 9 meses, com segunda dose aos 4 anos, e em dose única para pessoas a partir de 5 anos não vacinadas ou sem comprovante de vacinação.
Crianças: uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos;
Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem tomar uma dose de reforço
Pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber uma dose única;
Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.
