FBI oferece recompensa de R$ 1 milhão por informações que levem à prisão de desertora ao Irã
O FBI (polícia federal dos EUA) anunciou na quinta-feira (14/5) que está oferecendo uma recompensa de US$ 200 mil (R$ 1 milhão) por informações que levem à captura de Monica Witt, ex-militar e agente de contrainteligência dos EUA, indiciada por um júri federal no Distrito de Columbia em fevereiro de 2019 por acusações de espionagem, incluindo a transmissão de informações de defesa nacional ao governo iraniano. Monica desertou ao Irã e nunca mais foi vista em público.
O comunicado do FBI à imprensa americana afirma que Monica é ex-especialista em inteligência e contrainteligência da Força Aérea dos EUA e agente especial do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea e militar das Forças Armadas entre 1997 e 2008, antes de trabalhar como contratada do governo dos EUA até 2010.
As atividades de Monica, de 47 anos, deram a ela acesso a informações secretas e ultrassecretas relacionadas à inteligência estrangeira e à contrainteligência, incluindo os nomes verdadeiros de agentes infiltrados da Comunidade de Inteligência dos EUA.
De acordo com investigações, Monica foi "aliciada" pela Guarda Revolucionária Islâmica.
Ela desertou em 2013, compartilhando com entusiasmo a notícia de que seu visto iraniano havia sido aprovado com seu contato em 28 de agosto, acompanhada de um emoji sorrindo.
"Estou me despedindo e indo embora! Voltando para casa!", escreveu a texana.
Quem é Monica Witt?
Nascida em El Paso (Texas, EUA) em 1979, Monica se alistou na Força Aérea aos 18 anos, após a morte da sua mãe e do rompimento de laços familiares. Ela ascendeu na hierarquia como "analista de linguagem criptológica", trabalhando em missões de vigilância eletrônica e recebendo diversas honrarias.
A americana estudou farsi (ou persa, a língua mais comum no Irã) na Califórnia, foi enviada para a Arábia Saudita em 2002 e, posteriormente, passou quase seis meses no Iraque em 2005, durante uma das fases mais sangrentas da guerra, onde começou a estudar seriamente o Islã.
A deserção de Monica foi vista como uma das maiores traições da história recente dos EUA, por causa do seu acesso a informações altamente sensíveis sobre agentes americanos estacionados no Irã e os seus métodos de vigilância.
