Fazenda vai à China discutir mercado de carbono e avançar acordo bilateral

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Fonte da notícia: Valor Valor

O Ministério da Fazenda se prepara para uma agenda internacional em Wuhan, na China, para dar prosseguimento à Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono e às discussões bilaterais entre os governos brasileiro e chinês sobre o tema. A delegação brasileira será liderada pela secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, acompanhada da subsecretária de Regulação e Metodologias, Ana Paula Cavalcante. A equipe viaja na sexta-feira (11), e as agendas começam no domingo (13). A missão termina no dia 19 de setembro. Um dos principais objetivos é aprovar o plano de trabalho que vai orientar a coalizão nos próximos seis anos. A equipe participará da 2ª Reunião de Alto Nível da Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono e de uma conferência sobre o mercado de carbono, com representantes de países europeus, africanos e asiáticos. O objetivo é discutir caminhos, desafios e experiências de desenvolvimento dos mercados de carbono nos diferentes países. O Brasil terá espaço de fala no evento. A agenda também inclui reuniões bilaterais, entre elas uma entre a secretária Cristina Reis e o vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Li Gao. Os dois países devem avançar na proposta de um memorando de entendimento sobre mercado de carbono, com expectativa de viabilizar sua assinatura durante a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), em Antalya, na Turquia. Também estão previstos dois dias de intercâmbio técnico entre Brasil e China sobre a operação e a infraestrutura do mercado de carbono. O objetivo é aprofundar o entendimento prático sobre o desenho e o funcionamento dos sistemas, mapear áreas prioritárias para cooperação regulatória e canais de diálogo contínuo e consolidar roteiro para o memorando de entendimento previsto para a COP31. Durante a COP31, estão previstas outras reuniões de alto nível, nas quais os líderes deverão dar direcionamento político às entregas da coalizão para 2027. A Fazenda entende que o Brasil precisa iniciar um processo de reindustrialização da economia e pode aprender com a experiência chinesa na criação de mecanismos de precificação da descarbonização. Técnicos da pasta avaliam que dispor de mecanismos domésticos de precificação de soluções de mitigação será fundamental para atrair investimentos e fortalecer o mercado voluntário de carbono. Uma eventual parceria com a China poderá contribuir para ampliar o fluxo de investimentos, atrair novas indústrias e estimular a exportação de créditos de carbono. A Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono tem como fundadores a União Europeia, o Brasil e a China. Entre os membros estão Alemanha, Canadá, Singapura, França, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Turquia. O grupo também reúne observadores, como o Banco Mundial e a Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA, na sigla em inglês). A coalizão busca mapear as iniciativas existentes nos diferentes mercados de carbono e, a partir dessas experiências, discutir formas de aproximá-las. A intenção é avançar em metodologias e mecanismos de mensuração alinhados entre os países. O grupo tem como objetivo mapear as iniciativas existentes nos diferentes mercados de carbono para acelerar a descarbonização da economia global. A intenção é avançar em metodologias e mecanismos de mensuração alinhados entre os países. Há ainda interesse de outros países em aderir à coalizão, o que poderá contribuir, no futuro, para a interoperabilidade entre mercados nacionais de carbono e suas metodologias. Secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis Marcelo Theobald/Agência O Globo

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