O candidato do Missão à presidência nas eleições de 2026, Renan Santos, explicou a proposta sobre o estado de exceção nas favelas do Brasil, que seriam realizadas pelas polícias, com apoio federal das Forças Armadas.
Segundo ele, atualmente, não há direito concreto nas comunidades já que 'pessoas em regiões tomadas pelo crime organizado não estão circunscritas naquilo que a gente chama de Estado Democrático de Direito, elas não estão, elas estão vivendo um regime paralelo'.
A afirmação foi feita na sabatina para os candidatos à presidência da República da CBN, jornal O Globo e Valor.
Ele declarou que uma nova ADPF das Favelas não seria seguida dependendo da situação e que, dependendo da situação, talvez seria necessária uma PEC de Segurança Pública.
'Eu vou fazer algumas alterações, porque o problema é muito maior, o problema maior é sobre coordenação e vontade, do que legislação, como se a legislação resolvesse as coisas de maneira mágica'.
Renan Santos explicou também que não falou com ONGs e entidades das favelas pelo receio de poder ter contato direto com o crime organizado e que preferia ouvir 'as pessoas normais'.
'O direito, se ele está só no papel, ele é um papel.
O direito tem que se expressar na realidade.
A política pública se exige para chegar do direito, que foi algo que foi imaginado, legislado e colocado no papel, em realidade'.
Ele chamou as ações de 'territoriais' em uma estratégia traçada pelo Ministério de Segurança Pública e Justiça.
Segundo o candidato, essa estratégia seria traçada com governadores para saber locais e como usar a defesa.
Renan Santos, candidato à presidência da República pelo Missão, durante sabatina
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Favelas já não possuem direitos concretos, afirma Renan Santos ao explicar estado de exceção
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