Famosas apostam em remodelação glútea; entenda como técnicas não invasivas e cirúrgicas dão mais volume e melhoram a pele da região

 

Fonte: Bandeira



As transformações corporais das famosas continuam dando o que falar nas redes sociais. A mais recente é a da influenciadora e ex-BBB Vanessa Lopes, que compartilhou o resultado de uma harmonização glútea. "Cuidar do meu corpo sempre foi sobre me sentir bem comigo, me olhar no espelho e reconhecer a minha melhor versão em cada fase", escreveu na postagem. Assim como Vanessa, mais pessoas têm buscado pela harmonização glútea para melhorar o contorno, o formato e o volume dos glúteos, com foco em proporção corporal e naturalidade. “A harmonização glútea compreende todos os recursos utilizados para melhorar principalmente a forma, mas também o volume do glúteo. É possível melhorar desde as irregularidades, como a celulite, até o formato e questões anatômicas, como a concavidade lateral, chamada de hip-dip. Outro desejo é o de elevar o glúteo. Tudo isso entra como indicação para a harmonização glútea”, explica o cirurgião plástico Carlos Manfrim, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O antes e depois da influenciadora Vanessa Lopes

Reprodução/Instagram

Existem muitos recursos utilizados para esses fins. O mais polêmico é o polimetilmetacrilato, o famoso PMMA, uma estrutura plástica com milhões de microimplantes, de micropróteses. “Quando aplicado na região do glúteo, ele confere turgor, aumenta o volume e melhora o formato. Mas esse é um preenchedor definitivo e halógeno, ou seja, um material que não é do próprio corpo da paciente. Ao longo do tempo, a substância pode provocar uma reação do sistema imune, inflamando a região”, diz o o especialista. “A ressecção cirúrgica é, então, necessária, acometendo o formato e gerando cicatrizes. Essas cirurgias têm caráter reparador e reconstrutor, para melhorar a saúde física da paciente, porque não há um antídoto, a não ser a ressecção cirúrgica”, completa.

Em contrapartida, existem recursos mais seguros, como bioestimuladores e preenchedores biocompatíveis. Segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da SBCP, os bioestimuladores de colágeno, como o ácido polilático e a hidroxiapatita de cálcio, são substâncias injetáveis que, quando injetadas nos glúteos, geram uma reação inflamatória controlada. “Essa reação inflamatória estimula os fibroblastos a produzirem colágeno, aumentando a quantidade dessas fibras na derme do local tratado”, acrescenta a médica. Heloise Manfrim, cirurgiã plástica membro titular da SBCP, explica que, embora muitas pessoas associem os tratamentos para estimular colágeno com procedimentos faciais, essa técnica pode sim ser utilizada no corpo. “No caso dos glúteos, a intenção é dar mais firmeza e tratar a flacidez”, detalha.

Bianca Andrade, a Boca Rosa, mostrou o resultado de uma harmonização glútea em suas redes sociais

Reprodução/Instagram

Já o ácido hialurônico volumiza e também melhora o formato do glúteo. “A combinação desses recursos é uma estratégia para melhorar o glúteo. A vantagem está no fato de as substâncias serem absorvíveis e biocompatíveis (com duração de um ano em média) e possuírem antídotos, caso haja algum problema. A parte negativa delas é que elas não volumizam tanto”, diz Carlos Manfrim.

Entre as técnicas não invasivas, o uso das tecnologias é indicado. O ultrassom microfocado Ultraformer MPT, por exemplo, é eficaz no tratamento de flacidez corporal. “As ondas de ultrassom atuam profundamente, atingindo as diferentes camadas do tecido cutâneo e aquecendo-as para promover estímulo de colágeno, aumentar a firmeza, reduzir a flacidez e até melhorar o aspecto superficial da pele”, diz a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que acrescenta que a tecnologia também é capaz de diminuir gordura, sendo assim ideal para remodelar e recuperar o contorno.

“Uma grande vantagem do equipamento é seu formato de entrega que garante resultados muito melhores sem dor”, destaca a especialista. Já a tecnologia de radiofrequência microagulhada do Morpheus é ideal para firmar a pele e remodelar o contorno. “O equipamento conta com microagulhas revestidas em ouro que conseguem penetrar em diferentes profundidades na pele, emitindo energia de radiofrequência para aquecer a região tratada, levando à produção de novas fibras de colágeno e ‘reorganização dos tecidos’, o que resulta em maior firmeza”, afirma a Paola.

Virginia Fonseca e Lívia Andrade passam por procedimentos no bumbum

Reprodução/ Redes sociais

Em alguns casos, o estímulo muscular é indicado. Além de exercícios de musculação, existem tecnologias que também podem melhorar a densidade muscular da região, o que ajuda a empinar o bumbum. Uma delas é o T Sculptor Plus Flat, equipamento para promover hipertrofia muscular, anatomicamente desenhada para regiões maiores, como os glúteos, segundo o dermatologista. Abdo Salomão Jr, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O tratamento funciona por estímulo da musculatura. São até 50.000 contrações supramáximas a cada tratamento, o que proporciona o desenvolvimento da musculatura e induz a redução da gordura”, diz ele.

Na cirurgia plástica, um dos destaques é a lipoenxertia, que usa a gordura do próprio paciente para volumizar e melhorar o formato. “Com a gordura do paciente, a taxa de rejeição é reduzida, porque o tecido é autólogo. No entanto, a parte negativa é que a gordura pode ser reabsorvida - as taxas de reabsorção giram em torno de 30%. E, também, é importante lembrar que a gordura funciona exatamente como... gordura. Ou seja, o volume aumenta se a paciente engordar; e diminui se ela emagrecer”, explica o cirurgião plástico Dr. Carlos. “Para dar mais previsibilidade de resultado, existe a técnica mundialmente reconhecida KA Method, da qual sou criador. Nela, há uma sequência de aplicação de gordura no glúteo em determinadas porções e quantidades para resultados consistentes. Com a gordura, os resultados são excelentes e naturais, com uma vantagem adicional: a paciente ganha uma lipoaspiração, porque é necessário captar essa gordura de algum lugar (e selecionamos a área onde o paciente tem maior acúmulo)”, diz Carlos.

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Além disso, é importante cuidar da pele da região. “Em clínica, procedimentos estéticos como o Hydrabody, do equipamento Hydrafacial, podem ser indicados para melhorar a saúde da pele, pois promovem uma limpeza profunda, removem células mortas e ajudam no controle da oleosidade, reduzindo as chances de recorrência da foliculite, que pode afetar a área”, diz a médica Lilian Brasileiro.

Heloise Manfrim reforça que a avaliação médica é fundamental para a indicação precisa do tratamento. “Muitas técnicas podem ser associadas, atuando sinergicamente para potencializar resultados”, diz a cirurgiã plástica. E segundo a médica Beatriz Lassance, um estilo de vida saudável é fundamental para otimizar e manter os resultados, sendo importante, por exemplo, alimentar-se bem e ingerir bastante água, além de praticar exercícios físicos. “Por fim, vale lembrar que não existe um bumbum perfeito, afinal, cada pessoa possui um padrão de corpo individual. O objetivo é melhorar a autoestima e o bem-estar de acordo com o desejo e expectativa da paciente, sem necessariamente tentar se encaixar em um padrão de beleza pré-estabelecido”, completa a especialista.