Famílias denunciam a morte de preso político na Venezuela

 

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Familiares e grupos de direitos humanos da Venezuela reportaram neste domingo a morte do preso político Edison Torres Fernández, de 52 anos, funcionário da Polícia do Estado de Portuguesa com mais de 20 anos de serviço, detido em 9 de dezembro de 2025 por motivos políticos e acusado de traição à pátria e associação para delinquir.

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Ele faleceu na Zona 7 da Polícia Nacional, em Boleita, estado de Miranda, conforme denúncia do Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos nas redes sociais.

A morte ocorre em meio a um processo lento de libertação de presos políticos anunciado pelo governo venezuelano sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Nicolás Maduro no sábado retrasado. A principal coalizão opositora, Plataforma Unitária, informou que 22 presos foram soltos até ontem, sem listar nomes, enquanto ONGs relatam 12 em um total estimado de 800 a 1.200 detidos.

Ontem, sites venezuelanos citaram mais três libertações: Luis Rojas, Diogenes Angulo e Luis Fernando Sánchez, sem esclarecer se entravam na contagem anterior. Dezenas de famílias acampam há dois dias em frente a centros como El Rodeo I, nos arredores de Caracas, mas guardas dizem não saber de nada.

“Exigimos aceleração dos processos para acabar com o sofrimento de presos e famílias”, declarou a Plataforma Unitária.

Entre os primeiros soltos estão o ex-candidato presidencial Enrique Márquez (com o ativista Biagio Pilieri), Rocío San Miguel (dupla cidadania, com outros quatro espanhóis para Madri), o Dr. Virgilio Valverde (coordenador da juventude de María Corina Machado, em Bolívar) e Didelis Corredor (preso desde julho de 2023, segundo Foro Penal).

A ONG Justiça, Encontro e Perdão cobra lista completa com nomes, locais de detenção e condições de soltura, para evitar falsas expectativas.

O governo anunciou quinta-feira a liberação de um “número significativo”, incluindo estrangeiros, mas 48 horas depois pouco avançou e ignora questionamentos da imprensa internacional.