Famílias de crianças vítimas de estupro coletivo em SP alegam ter sido ameaçadas para não denunciar o caso à polícia

 

Fonte:


As famílias das duas crianças, de 7 e 10 anos, vítimas de um estupro coletivo em uma comunidade de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, teriam sido ameaçadas para não denunciar o caso à polícia. A afirmação foi feita pela advogada de defesa, Aline Soares, no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, também na Zona Leste.

Adolescente suspeito de participar de estupro coletivo de duas crianças em SP se entrega à polícia

Na Bahia, polícia prende suspeito de estupro coletivo de duas crianças em São Paulo

Todos os cinco envolvidos foram identificados. Um adulto, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, segue detido em Jequié, no interior da Bahia. Quatro adolescentes foram apreendidos.

O crime aconteceu no dia 21 de abril e foi denunciado três dias depois, no dia 24. A investigação levou cerca de cinco dias até a identificação de todos os envolvidos.

O caso

Os suspeitos levaram as crianças de 7 e 10 anos até um imóvel na comunidade, após atraí-las com a promessa de soltar pipa, o caso só veio à tona depois que a irmã de uma das vítimas teve acesso às imagens nas redes sociais.

Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, é um dos envolvidos em estupro coletivo em SP e segue detido em Jequié, no interior da Bahia.

Reprodução/GCM de Brejões

A advogada afirmou que houve pressão para que o caso fosse resolvido entre os próprios moradores.

"As mães chegaram até nós falando que tinham sido ameaçadas pelo pessoal da comunidade. Foram até a casa delas dizendo que não era para elas denunciarem à polícia. Elas disseram que eles realmente falaram que não era para irem até a polícia, que eles resolveriam de alguma outra maneira entre eles. Elas também não conhecem essas pessoas. (...) Agora eles estão bem, as crianças estão seguras e salvas", disse.

Já o delegado do 63º Distrito Policial, Júlio Geraldo, disse que não há confirmação de ameaças e que o que houve foram comentários entre vizinhos sem registro de intimidação direta. As investigações prosseguem.

As crianças estão recebendo atendimento médico e psicológico, sob acompanhamento do Conselho Tutelar. As famílias também foram acolhidas pela rede de assistência social da Prefeitura de São Paulo.

Os cinco envolvidos vão responder por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.