Familiares de PM morta por tenente-coronel fazem abaixo-assinado pela expulsão do oficial da PM
Familiares e amigos da PM Gisele Alves Santana promovem um abaixo-assinado pedindo a demissão da tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que se tornou réu pelo crime de feminicídio e fraude processual.
Apesar da prisão na semana passada, o oficial permanece recebendo o salário de mais de R$ 30 mil. O documento que começou a ser compartilhado nas redes sociais com as hashtags "JustiçaPorGisele" e "ExoneraçãoJá".
Tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Santana
Reprodução/Redes sociais
Geraldo Neto chegou a ser investigado pela Corregedoria da Polícia Militar por assédio moral contra pelo menos quatro policiais mulheres em 2022, quando comandava outra unidade. Ele também teria usado transferências como forma de retaliação às vítimas.
Questionada pela CBN, a Secretaria de Segurança Pública não respondeu se há algum procedimento disciplinar aberto que pode levar à suspensão do salário ou expulsão do tenente-coronel.
Tarcísio lamenta feminicídio
Nesta terça-feira (24), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se posicionou pela primeira vez sobre o feminicídio da soldado da PM Gisele Alves Santana:
“A melhor resposta que a gente pode dar no caso da PM Gisele, que a gente lamenta muito, como cada feminicídio, é a punição dura do responsável. O policial que cometeu o feminicídio está preso, vai ser apresentado à Justiça e ser julgado. E a gente espera que ele seja condenado com todo o rigor da lei, que é assim que a gente vai começar a combater essa sensação de impunidade”
A declaração foi feita durante um evento de segurança pública no Estádio do Pacaembu. Na ocasião, o governador afirmou que o estado tem intensificado ações para combater a violência doméstica e destacou a prisão de cerca de 1,3 mil pessoas por descumprimento de medidas protetivas.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto está preso no Presídio Militar Romão Gomes na Zona Norte de São Paulo. Gisele Alves tinha 32 anos e uma filha de sete anos, de outro casamento.
São Paulo registrou, no ano passado, o maior número de feminicídios desde 2018. Foram 270 casos entre janeiro e dezembro, 24 mortes de mulheres a mais do que em 2024.
